BANCADA DIRECTA: A “nuestros hermanos” digo “adios”. E aos portugueses digo o quê? O jornalista Fernando Correia diz de sua justiça sobre o comportamento desta fraquissima selecção portuguesa.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A “nuestros hermanos” digo “adios”. E aos portugueses digo o quê? O jornalista Fernando Correia diz de sua justiça sobre o comportamento desta fraquissima selecção portuguesa.

A “nuestros hermanos” digo “adios”. 
E aos portugueses digo o quê? 
O jornalista Fernando Correia diz de sua justiça sobre o comportamento desta fraquíssima selecção portuguesa. 

A honrada Espanha (agora de Filipe) perdeu, no Brasil, os seus créditos futebolísticos que levava da Europa e do Mundo, como campeã em titulo. Perdeu da pior forma possível, arrastando defeitos pelos relvados e soçobrando por números ridículos, perante adversários a quem já ganhara muitas vezes. 

Mas, pior do que isso, deixou uma triste imagem de Selecção à deriva, incapaz de vencer os seus próprios medos e dando ao Mundo a noção de que entre Real Madrid e Barcelona o que há é algo de incontornável que também se reflecte ao nível da própria equipa representativa do país. Para além do mais, O Real Madrid foi Campeão Europeu de clubes, o que para rivais directos é quase afrontoso. 


Com tantas peias, duvidas, medos, rivalidades, lutas intestinas pela hegemonia de várias coisas, até politicas, seria difícil esquecer o descalabro do jogo inaugural com a Holanda, de tal forma que tudo se repercutiu no jogo com o Chile que fez “gato- sapato” da Espanha, dando-lhe por antecipação o passaporte de regresso a casa, isto é, à Península Ibérica 


Por isso a “nuestros hermanos” disse “adiós”, mas sempre de pé atrás à espera da reacção portuguesa no encontro com os Estados Unidos, certamente interessados em não copiar o desastre espanhol, mesmo com Cristiano Ronaldo a menos de 70% e sem Fábio Coentrão, Pepe, Hugo Almeida, Rui Patricio e com um treinador/seleccionador incapaz de assumir as suas duvidas, transformando em certezas de teimosia, como se não houvesse mais Mundo a partir das suas próprias convicções, mesmo que erradas, 

Esperei, portanto, não propriamente com credo na boca ( o futebol vale o que vale) mas sempre na esperança de ver uma equipa a lutar pelo melhor resultado com vontade, com alegria, com determinação, dando tudo por tudo na entrega e na disputa da bola e do golo., agradecendo que me dessem razões para não porf no titulo desta crónica a imagem fornecida pelo futebol ibérico nos jogos de abertura com a Holanda e com a Alemanha, e que se resumiu numa só palavra: desastre 


Os portugueses vivem de esperança em todos os sentidos. Vivem a tentar fugir das suas próprias angustias. Vivem como se cada dia fosse o ultimo. 

Ao menos que o futebol lhes desse (nos desse) uma alegria, nem que fosse efémera, mas capaz de fazer elevar a nossa auto-estima, ela própria abandonada aos pés da troika. 

Essa era a minha maior duvida, mas era também uma das minhas maiores esperanças. 

E fico-me por aqui 

Fernando Correia 
Fernando Correia escreve no Jornal daqui do Concelhio de Mafra 
Apresentamos os nossos agradecimentos
Nota: esta crónica foi escrita antes do jogo Portugal / USA

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