BANCADA DIRECTA: Os nossos “Fragmentos e Opiniões”. O nosso caro amigo Fernando Correia, jornalista da mais pura gema, disserta sobre “Os quarenta anos do 25 de Abril”.

domingo, 11 de maio de 2014

Os nossos “Fragmentos e Opiniões”. O nosso caro amigo Fernando Correia, jornalista da mais pura gema, disserta sobre “Os quarenta anos do 25 de Abril”.

Os nossos “Fragmentos e Opiniões”. 
O nosso caro amigo Fernando Correia, jornalista da mais pura gema disserta sobre “Os quarenta anos do 25 de Abril”. 

Nota prévia de Bancada Directa: queremos pedir desculpa ao nosso caro amigo Fernando Correia pelo atraso na publicação deste artigo no nosso blogue. Ele compreenderá perfeitamente que andamos distraídos e satisfeitos com os jogos do Glorioso que quase esquecemos as nossas obrigações. E a temática do artigo continua sempre actual e coerente com as suas opiniões 

Os quarenta anos do 25 de Abril 
Artigo de Fernando Correia 


Para todos os portugueses que fizeram da Democracia republicana o seu modo politico de pensar e agir, sob o ponto de vista participativo, na vida do País, as comemorações do 25 de Abril de 1974 (data da passagem de um regime autocrático e policial para uma Democracia plena) marcaram sempre uma etapa histórica que não se pode, nem deve, confundir com partidos politicos. É uma data do Povo. É uma data de libertação.É uma data que vai permitindo que se escerevam textos de protesto e indignação como este. 

Não faz, portanto, qualquer sentido, o diferendo politico verificado entre a Presidente da Assembleia da República ( a segunda figura de Estado, logo a segunda figura da Democracia) e a Associação 25 de Abril, onde se aloja a flor da liberdade, os ex-capitães que permitiram e levaram a cabo a libertação do país de aprrgoado regime fascista, durante o qual se cometeram tantos actos indignos, merecedores de uma total e absoluta reprovação 

Esse diferendo a que me refiro não significa que a Associação 25 de Abril tivesse obrigatoriamente que usar a palavra no Parlamento, a casa da Democracia, onde se encontram os representantes do Povo, que eles próprios ajudaram a construir, substituindo a Assembleia Nacional de tão triste historial 

Significa que seria desejável um entendimento cavalheiro, português, patriota, entre as partes, para celebrar esta data redonda dos 40 anos da revolução, com um convite expresso aos militares de Abril para estarem presentes e para que o Presidente da Associação Vasco Lourenço usasse da palavra expressamente para saudar os novos tempos.´ O diferendo transformou- se rapidamente em incidente politico e a senhora presidente obrigou-se a fazer uma visita de cortesia à organização, para disfarçar alguma coisa, desde logo indisfarçável. 

E assim vamos vivendo no meio desta intempérie politica sem sentido, com o Povo a sofrer e a pagar por aquilo que não fez e a suportar constantemente o vexame dessa falácia acusativa de ter vivido , durante muitos anos, acima das suas possibilidades, o que é completamente falso 


O Povo vivia com o dinheiro que ganhava, com os ordenados estipulados, com os incentivos bancários que lhe eram constantemente oferecidos, com as reformas honestamente conquistadas, pagando as rendas de casa que lhe foram propostas pelos senhorios, sem roubar nada a ninguém, ao contrário de agora em que os roubos, desvios e desfalques fazem dos ricos ainda mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, numa miséria explicita, ou escondida, que os condena a tentar sobreviver actualmente e nos próximos anos (sabe-se lá quantos?) em permanente aflição e num desassossego doentio, quantas vezes fatal. 

Para celebrar o 25 de Abril e os seus 40 anos valeu (para alguns) O Benfica que levou para as ruas das grandes cidades a sua festa e voltou a disfarçar, através do futebol, as angustias de muitos e muitos portugueses. 

No entanto e para finalizar é bom que o Povo não esquecer que a Democracia deu ao Povo uma arma poderosa: a do voto! Usem essa arma como deve ser, de acordo com a consciencia de cada um 

Fernando Correia escreve no “Jornal Daqui” do Concelho de Mafra

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