BANCADA DIRECTA: Mais do que um plebiscito ao comportamento da União Europeia estas eleições para o Parlamento Europeu vão aquilatar em Portugal se o Governo pode cair ou manter-se periclitante

sábado, 24 de maio de 2014

Mais do que um plebiscito ao comportamento da União Europeia estas eleições para o Parlamento Europeu vão aquilatar em Portugal se o Governo pode cair ou manter-se periclitante


PORTUGUESES (NÃO) VOTAM PARA O PARLAMENTO EUROPEU 

Eleições para o Parlamento Europeu podem transformar-se em plebiscito à União Europeia 

No próximo dia 25 de maio, os portugueses vão ser chamados a votar para eleger deputados ao parlamento europeu. 

À semelhança de anteriores actos eleitorais, tudo leva a crer que a maioria dos eleitores se irá abster de participar na referida eleição, revelando um claro desinteresse e até rejeição relativamente a um projecto político em relação ao qual não foi consultado na altura em que foi decidida a adesão. 

Constituindo o Parlamento Europeu a única instituição da União Europeia que resulta da eleição por sufrágio universal directo dos cidadãos dos estados membros, não deixa de ser sintomática a falta de participação que a eleição dos seus membros regista. Nas últimas eleições ocorridas em 2009, a taxa de abstenção em Portugal cifrou-se em 63,22%. 

O descontentamento em relação à actual situação económica do país e o descrédito em que caíram os políticos e os partidos, as consequências nefastas da adesão à moeda única, o desmantelamento das estruturas produtivas imposto ao longo das últimas décadas desde a adesão à CEE, nomeadamente nos sectores da agricultura, indústria e pescas, o desgoverno na gestão de fundos comunitários canalizados para a construção de estádios de futebol e autoestradas desnecessárias constituem, entre outros aspectos, factores que poderão conduzir a uma abstenção esmagadora nas próximas eleições para o parlamento europeu, transformando-as num verdadeiro plebiscito relativamente à permanência de Portugal na moeda única e na própria União Europeia. 


Cresce na sociedade portuguesa a convicção de que, a saída para a actual situação de crise que o país atravessa apenas será possível através do regresso à soberania monetária e também à revisão de diversos tratados estabelecidos com a União Europeia, nomeadamente o artigo do Tratado de Lisboa celebrado em 2007 que transfere para Bruxelas a competência exclusiva relativamente à “conservação dos recursos biológicos do mar”. 

Mais ainda, torna-se a cada passo mais claro que toda a estratégia de desenvolvimento de Portugal deve assentar em dois pilares fundamentais – o Mar e a Lusofonia – o que pressupõe o reforço dos laços históricos que nos unem não apenas aos países lusófonos como também em relação a outras nações com que no passado estabelecemos contacto privilegiado e que no presente possuem o maior interesse no seu aprofundamento, nomeadamente em África e na Ásia. 

Por conseguinte, a próxima eleição de deputados ao parlamento europeu pode vir a tornar decisivo o futuro dos países membros na medida em que o nível de participação dos cidadãos pode ser indicador do caminho a seguir, transformando o ato eleitoral num verdadeiro referendo à própria União Europeia.

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