BANCADA DIRECTA: É uma questão de ter uma pilinha pequenina ou de maior porte. É a opinião do jornalista Luis Monteiro

segunda-feira, 5 de maio de 2014

É uma questão de ter uma pilinha pequenina ou de maior porte. É a opinião do jornalista Luis Monteiro

É uma questão de ter uma pilinha pequenina ou de maior porte. É a opinião do jornalista Luis Monteiro 

Circula uma ideia (não inovadora, reconheça-se) no facebook que me apraz para aqui trazer. 

Resume-se, muito simplesmente, a passar a utilizar-se a um sistema de serviços por serviços, ou de bens por bens, basicamente a preterir papel moeda em prol de trabalhar por retorno de bens e/ou serviços, em inglês o bartering. 

Lirismo? Talvez. Ou, quiçá, antes pelo contrário, na Grécia já são conhecidos casos semelhantes, e não, não é um retrocesso civilizacional, pelo contrário, é uma reforma quase luterana. 

Um cidadão normal paga impostos, enche os cofres do Estado. 

Um banco não paga os mesmos impostos e utiliza o dinheiro do cliente para manobras de engenharia financeira com os resultados que estão à vista. 

Uma seguradora é uzeira e vezeira em fazer "peritagens" e escamotear custas. 

Um banco arroga-se o direito de cobrar exorbitantes taxas de levantamento ao balcão para o cliente levantar o seu próprio dinheiro. 

Uma seguradora utiliza subterfúgios de períodos de carência para se esquivar de cumprir. 


Enfim, creiam-me quando afirmo que a culpa não é dos usurários e agiotas, mas quando começarem a faltar depósitos nas contas, aí sim, aí vai a trampa ainda mais bater na ventoinha. 

Quem gosta de dinheiro de plástico, quem não pode passar sem ter um automóvel melhor que o do vizinho e uma TV com mais um palmo que o tamanho da sua pilinha, vai a correr de mão estendida ao balcão bancário mais próximo vergar-se a fantásticas condições de crédito. 

Este yours truly vos garante, fará como Obama, benzerá o perú, mas o bicho ser-lhe-á entregue por contrapartida de trabalho, fruto de ter pegado numa enxada e ter ajudado um amigo a cavar um terreno para fazer uma horta. 

Mas que prolifere o Beluga para muitos, a esses não lhes sabe a fel como a nada sabe nada a quem por tanta miséria por aqui passa. 

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