BANCADA DIRECTA: Dá para pensar esta maneira de fazer politica a partir de Paulo Portas. A recente apresentação da famigerada reforma do Estado demonstrou a falta de capacidade do vice primeiro ministro em se adaptar à realidade do nosso país. E é por isso que o seu partido tem nas sondagens uns míseros 8%

sábado, 10 de maio de 2014

Dá para pensar esta maneira de fazer politica a partir de Paulo Portas. A recente apresentação da famigerada reforma do Estado demonstrou a falta de capacidade do vice primeiro ministro em se adaptar à realidade do nosso país. E é por isso que o seu partido tem nas sondagens uns míseros 8%

Dá para pensar esta maneira de fazer politica a partir de Paulo Portas. 
A recente apresentação da famigerada reforma do Estado demonstrou a falta de capacidade do vice primeiro ministro em se adaptar à realidade do nosso país. 
E é por isso que o seu partido tem nas sondagens uns mísero

Já não há dedos de mão que cheguem para contar o número de vezes que o Governo apresentou, prometeu apresentar, anunciou a apresentação, etc, da famigerada reforma do Estado. 

Esta semana Portas voltou ao tema, depois de andar meses a reunir com partidos e parceiros sociais. 

Felizmente não foi precisa muita memória para se chegar à conclusão que o novo documento apresentado pelo número dois do Governo era afinal um mero copy paste do que já tinha dado a conhecer há seis meses. A política assim só tem a vantagem de se tornar previsível: já sabemos o que Portas vai anunciar daqui a seis meses. 

(texto retirado da coluna "altos e baixos" do semanário Expresso)
O dr. Portas avisa solenemente o dr. Portas 

No final do Conselho de Ministros de portas abertas realizado no Palácio da Ajuda, o dr. Portas resolveu avisar solenemente o outro dr. Portas de que não mais será possível fazer política como até ao momento em que o país teve de pedir ajuda internacional. 

É necessário outra forma de fazer política, é necessário governar sem endividamento, é necessário que as políticas públicas sejam sustentáveis, disse o dr. Portas, franzindo o sobrolho para o outro dr. Portas e para todos os políticos que governaram Portugal antes da chegada da troika. 

Na verdade, entre pausas estudadas, rugas de preocupação e olhos semicerrados, o dr. Portas estava subliminarmente a referir-se ao dr. Barroso, que queria fazer cinco ligações do TGV a Espanha; ao eng. Guterres, que comprou três submarinos; ao dr. Santana, que gastou três milhões no túnel do Marquês; e ao eng. Sócrates, que juntou oito PPP rodoviárias às outras 22 que já existiam. 

O dr. Portas disse ao outro dr. Portas que nunca mais se podem comprar viaturas blindadas Pandur ou abrir crises políticas que custam milhões ao país Mas, em abono da verdade, o dr. Portas também falou para o outro dr. Portas, ciciando-lhe que nunca mais será possível utilizar dinheiro do Orçamento do Estado para compensar grupos especiais de reformados, como os ex-combatentes; ou indicar pessoas do seu partido para a administração da Caixa Geral de Depósitos para pagar favores políticos; ou fazer negócios ruinosos como a compra de 260 viaturas blindadas Pandur de oito rodas; ou dispensar todos os que recebem pensões mínimas sociais e rurais de fazer prova da sua situação patrimonial e financeira para o Estado saber se têm mesmo direito a receber esse dinheiro, ao contrário do que acontece para todos os outros grupos que recebem apoios do Estado idênticos; ou abrir crises políticas, que custaram ao país milhares de milhões de euros devido ao disparo das taxas de juro para valores acima dos 7%. 
Depois desta pesada, embora silenciosa, reprimenda no outro dr. Portas, o verdadeiro dr. Portas, o que lança estes avisos e pratica as recomendações que faz, sentou-se pesadamente no seu cadeirão no Palácio da Ajuda com um sorriso nos lábios, recordando que o 1º de Dezembro da libertação financeira do país começa já a 17 de Maio

fonte: Nicolau Santos. Artigo de opinião do "Expresso"

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