BANCADA DIRECTA: Paula era o nome desta mulher. Uma cidadã que deveria ter sempre os seus direitos de pessoa humana assegurados. Lutou sempre pela Vida, mas cansou-se! Desistiu! O nosso governante insensível ao sofrimento dos menos favorecidos deu uma entrevista numa das Televisões à noite. Paula já não a viu! Tinha consumado a desistência

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Paula era o nome desta mulher. Uma cidadã que deveria ter sempre os seus direitos de pessoa humana assegurados. Lutou sempre pela Vida, mas cansou-se! Desistiu! O nosso governante insensível ao sofrimento dos menos favorecidos deu uma entrevista numa das Televisões à noite. Paula já não a viu! Tinha consumado a desistência

Paula era o nome desta mulher. 
Uma cidadã que deveria ter sempre os seus direitos de pessoa humana assegurados. Lutou sempre pela Vida, mas cansou-se! 
Desistiu! 
O nosso governante insensível ao sofrimento dos menos favorecidos deu uma entrevista numa das Televisões à noite. 
Paula já não a viu! 
Tinha consumado a desistência 

CHAMAVA-SE PAULA E NÃO OUVIU A ENTREVISTA DO SUPOSTO PRIMEIRO-MINISTRO 

Foi cremada no dia 16 no Cemitério dos Olivais, uma pessoa com rosto, com nome, com família, com emprego, que pôs fim à própria vida, aos 48 anos, não resistindo às pressões, à degradação das condições de vida, aos cortes salariais e certamente outras coisas mais. 

PAULA era o seu nome em vida e continua sendo nas memórias de quem a conheceu, era funcionária pública na AT – Autoridade Tributária e Aduaneira e trabalhava na Direcção de Finanças de Lisboa, no Parque das Nações. 

Deixa filhos menores e muitas mágoas, quase 40 anos após o 25 de Abril de 1974 e num dia em que, certamente em nome da “Troika” virtuosa, o suposto primeiro-ministro de Portugal, deu uma entrevista elogiando o excelente “ajustamento” português. 

Para ele, dois bons indicadores mais, a juntar àqueles que, em conjunto com os amigalhaços, já vê por todo o lado, mas ninguém que seja cidadão comum nota: Menos um funcionário público; menos um futuro aposentado. 

Depois dos apelos à emigração, ainda podemos aspirar a ver essa triste figura apelar aos portugueses para seguirem, sempre em nome do equilíbrio das contas públicas, o exemplo de Paula e de outras Paulas que acabam desistindo de lutar. 

Um dia talvez um verdadeiro Tribunal dos Direitos Humanos possa obrigar esta gente a sentar-se, finalmente, no banco dos réus, pelos crimes cometidos contra os seus concidadãos, para salvamento dos outros bancos, daqueles que sempre escapam impunes e onde muita desta gente se acabam por acoitar em luxo. 

 Luís Pessoa 
 2014.04.17

4 comentários:

Anónimo disse...

Infelizmente todos os dias há suicídios escondidos pela imprensa vendida e pelas televisões subservientes, Todos os dias morrem Paulas, todos os dias vão para as ruas dezenas de portugueses para que os banqueiros vivam felizes e possam continuar a fazer o que lhes apetece com o aval destes governantes.
No dia 25 de Abril é uma atitude patriótica estarmos no Largo do Carmo às 11 horas, para estarmos com os Militares de Abril. Desejo sinceramente que os deputados do PS, do PCP, do Bloco e dos Verdes não vão à Assembleia da República para junto dos assassinos Cavaco e Coelho, Portas e que marquem presença jundo do POVO no Largo do Carmo.

Anónimo disse...

Infelizmente todos os dias há suicídios escondidos pela imprensa vendida e pelas televisões subservientes, Todos os dias morrem Paulas, todos os dias vão para as ruas dezenas de portugueses para que os banqueiros vivam felizes e possam continuar a fazer o que lhes apetece com o aval destes governantes.
No dia 25 de Abril é uma atitude patriótica estarmos no Largo do Carmo às 11 horas, para estarmos com os Militares de Abril. Desejo sinceramente que os deputados do PS, do PCP, do Bloco e dos Verdes não vão à Assembleia da República para junto dos assassinos Cavaco e Coelho, Portas e que marquem presença jundo do POVO no Largo do Carmo.

Adriano Ribeiro disse...

Situação muito triste só possível pelas miseráveis condições de sobrevivência material e anímica a que são sujeitos as pessoas deste país!

Perguntar-me-ão se há culpados pela degradante situação a que chegou o nosso país? Há culpados e todos nós sabemos quem são eles!...

No dia da Liberdade estarei lá no Largo do Carmo, local de onde partiram os alvores da Liberdade e da Democracia. Parece que me vão deixar falar!
Adriano Rui Ribeiro

Anónimo disse...

Senhor Adriano
Que situação tão triste.
Que Páscoa tão amargurada para esta família
As minhas condolências
Maria de Lourdes Bonito
Venteira. Amadora

Obrigado Pela Sua Visita !