BANCADA DIRECTA: Fragmentos e Opiniões no Bancada Directa. O nosso amigo pessoal Fernando Correia diz de sua justiça e pergunta apenas! “Afinal quem nos acode?”

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Fragmentos e Opiniões no Bancada Directa. O nosso amigo pessoal Fernando Correia diz de sua justiça e pergunta apenas! “Afinal quem nos acode?”


 Fragmentos e Opiniões no Bancada Directa. 
O nosso amigo pessoal Fernando Correia diz de sua justiça e pergunta apenas! “Afinal quem nos acode?” 

 O problema maior é que o povo português não sabe quem recorrer para que os seus problemas sejam resolvidos de uma forma correcta e digna. 

Será a União Europeia? Será ao Tribunal dos Direitos do Homem? Será às Nações Unidas? Será ao Parlamento Europeu? Será ao Presidente da República? Será a algum partido politico mais atento a estes problemas e coisas da dignidade humana? É um problema gravíssimo. 

A miséria explicita e a envergonhada são cada vez maiores. Os cortes nas pensões continuam. Agora são os de mil euros para cima. Ganham muitos os coitados. Ganham tanto que não sabem o que fazer ao dinheiro 
Ao mesmo tempo são insultados, a cada passo, pelos ordenados chorudos dos grandes senhores que passam incólumes pelo meio do temporal que só atinge os mais necessitados e são confrontados com os “catrogas” deste mundo que se queixam de que a sua pensão é (só) de 9 mil euros. E porque para além disso, só ganham (coitados) 30 mil euros nos serviços que actualmente prestam. 
É por causa destas gritantes desigualdades que as pessoas sofrem mais, pela injustiça, pelo despudor, pela tranquilidade com que se diz e faz isto. 

Ao mesmo tempo os sem abrigo aumentam de número nas ruas das grandes cidades portuguesas. Os que têm fome, os que não têm onde dormir, os que não têm roupa para se vestirem, os que não se lavam, os que não sabem o que é um beijo ou um abraço 

Ainda há dias soube que indivíduos vestindo farda oficial,não se sabe por ordem de quem, recolhem durante o dia os cartões e as caixas que servem de cama e abrigo aos “sem abrigo” durante a noite levando –as para o lixo, e que quando um deles sofreu um ataque de epilepsia em plena rua, o 112, chamado à pressa com direito de qualquer cidadão, não apareceu, porque se tratava de um “sem abrigo”. 

Quando o Governo aconselha os jovens a emigrarem e os velhos a morrerem é evidente que desaconselhará, também o socorro a um habitante de rua que tenha um problema de saúde. 
 Aliás, para ser maior o desaforo, no caso do problema de saúde relatado, um agente da PSP disse às pessoas que tentavam proteger o homem doente para quando chamassem o 112 nunca dissessem que se tratava de acudir a um “sem abrigo”, porque se o fizessem o socorro não aparecia. 

Querem melhor? 

Provavelmente é por estas e por outras que os militares de Abril não podem falar na Assembleia da Republica (impedidos pelos partidos do governo) na celebração dos 40 anos da Revolução de Abril Não se encontra outra explicação! 

Fernando Correia escreve no “Jornal Daqui” do Concelho de Mafra

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