BANCADA DIRECTA: Não temos qualquer duvida de que Passos Coelho sabia de antemão que Antonio José Seguro não embarcaria em consensos que depois seriam comprometimentos com esta politica de austeridade. Mas a reunião com o leader da oposição era necessária para impressionar a senhora Merkel. Mas o Partido Socialista e os portugueses estão-se marimbando para a chanceler teutónica.

terça-feira, 18 de março de 2014

Não temos qualquer duvida de que Passos Coelho sabia de antemão que Antonio José Seguro não embarcaria em consensos que depois seriam comprometimentos com esta politica de austeridade. Mas a reunião com o leader da oposição era necessária para impressionar a senhora Merkel. Mas o Partido Socialista e os portugueses estão-se marimbando para a chanceler teutónica.

 Não temos qualquer duvida de que Passos Coelho sabia de antemão que Antonio José Seguro não embarcaria em consensos que depois seriam comprometimentos com esta politica de austeridade. 
Mas a reunião com o leader da oposição era necessária para impressionar a senhora Merkel. 
Mas o Partido Socialista e os portugueses estão-se marimbando para a chanceler teutónica. 
Falemos do significado de “consensos” 
Se aquilo de que o país precisa é mesmo consenso então o que Cavaco tem feito é tudo menos procurar o consenso, tem-se unido a Passos Coelho em torno de uma política económica absurda para depois apelarem ao consenso em torno daquilo que já decidiram. A estratégia do consenso por parte de Cavaco e Passos Coelho não passa de uma manobra política para exercer chantagem sobre o PS para que este apoie a posteriori as políticas. 


Na realidade há sempre um consenso na vida politica portuguesa a partir do cumprimento das regras da nossa Constituição da Republica. Cabe ao Presidente da Republica defender e fazer cumprir a dita Constituição e desta forma está a representar o universo das gentes lusitanas. Mas Cavaco tem preferido ser o presidente dos seus portugueses, tem utilizado a Constituição como arma de arremesso que usa em função das suas estratégias pessoais. 
 “Gostaria de apelar ao PS e a outros partidos para discutir uma agenda económica virada para o fomento industrial que me parece que tem pontos de consenso possível”.

Este Governo tem tentado fazer gato sapato da nossa Constituição e apesar de já ter sofrido alguns reveses ainda tenta tornear as decisões com medidas alternativas que mais não são do que as medidas iniciais de cortes nos vencimentos dos trabalhadores e dos reformados e aumento brutal de imposto, mas utilizando outra técnica para as definir. 

Em mais de dois anos Cavaco nada fez para que se chegasse a qualquer consenso, antes pelo contrário, deu cobertura a um governo que negociou com a troika sem ouvir ninguém, graças ao silêncio de Cavaco Passos adequou o memorando à sua agenda política transformando-o numa arma contra a Constituição do país. Cavaco e Passos Coelho só se lembraram das vantagens do consenso quando perceberam que todas as suas políticas estavam presas por arames, as reformas ou estavam por fazer ou, como sucedeu com a legislação laboral, redundaram num fracasso. 

Passos descobriu que precisava de amarrar o PS às consequências da sua política, os portugueses não comem mercados e o PSD não terá margem para eleitoralismos. Afinal para que é que Cavaco insiste tanto num consenso? A sua estratégia é bem evidente!
Se houver um consenso entre as varias pessoas que governam este país para que o "affaire" Jardim Gonçalves não volte a acontecer eu aplaudo veementemente

Cavaco não pode permitir que das próximas eleições legislativas saia um governo do PS com uma maioria absoluta, isso seria o seu fim e até ao termo do seu mandato seria um presidente humilhado. Isto é muito mais do que Cavaco consegue suportar e depois de dois mandatos presidenciais medíocres a Cavaco só restaria a humilhante posição de fazer o que o PS lhe ordenasse. Aquele que derrubou um governo do PS teria de voltar a dar posse a um governo deste partido, depois de ter ajudado a deteriorar a democracia e a destruir a economia portuguesa. Portugal quer consensos para que esta vida possa melhorar. 

Mas dispensa pessoas que desprezam os seus sentimentos e que lhes imponham uma vida de miséria. Eles bem podem apregoar que Portugal está a crescer economicamente. Mas , caríssimos leitores, prestem bem atenção às inúmeras portas encerradas de empresas que ficaram à beira da falência. E no comércio é uma verdadeira tragédia! 

Adriano Rui Ribeiro / Bancada Directa

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