BANCADA DIRECTA: Milagre, milagre o tanas. Salazar livrou-se do atentado por uma sorte amiga do ditador. Mas os crentes a Deus foram induzidos de que foi um milagre e coagidos , e muito, a rezarem por alguém que amordaçava e tiranizava o povo português

segunda-feira, 31 de março de 2014

Milagre, milagre o tanas. Salazar livrou-se do atentado por uma sorte amiga do ditador. Mas os crentes a Deus foram induzidos de que foi um milagre e coagidos , e muito, a rezarem por alguém que amordaçava e tiranizava o povo português

Milagre, milagre o tanas. Salazar livrou-se do atentado por uma sorte amiga do ditador. Mas os crentes a Deus foram induzidos de que foi um milagre e coagidos , e muito, a rezarem por alguém que amordaçava e tiranizava o povo português 

O acontecimento 
Domingo, 4 de Julho de 1937. 10h20. Rua Barbosa du Bocage. António de Oliveira Salazar preparava-se para sair da sua viatura oficial, um Buick, frente à casa do seu amigo pessoal Josué Trocado, em cuja capela privativa costumava assistir à missa dominical. 

De repente, uma enorme explosão atroa os ares e esventra a rua. Fumo, pedras, lajes e placas voam pelos ares. Abre-se uma cratera larga e funda na rua. A perplexidade é total. Ouve-se gritos, gente que foge, pessoas que acorrem a ver o sucedido. Trocado precipita-se para a viatura. Ileso, sacudindo a poeira que o cobrira, o ditador sai da viatura pelo seu próprio pé, olha para os lados e aparentemente indiferente, frio, diz: «Vamos assistir à missa.» 
Os jornais da época, as conversas de boca em boca à saída das igrejas, todos falavam em milagre. Mas na realidade, uma sucessão de episódios de circunstâncias inesperadas e de erros, nomeadamente no fabrico do tubo metálico, demasiado curto, que serviria de bomba, fez com que esta detonasse em sentido contrário do local preciso onde o carro estacionara. Por pura sorte, António de Oliveira Salazar escaparia sem um arranhão deste atentado. 

No final, enquanto uns lhe pediam repouso, mantendo a pose bem afivelada, sorriu e respondeu «Como fiquei vivo terei de continuar a trabalhar».

Que pena, dizemos nós.
É que o tipo deixou sementes que ainda nos estão a atormentar a alma

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