BANCADA DIRECTA: Fez ontem 40 anos que se registou o levantamento militar das Caldas da Rainha. Não resultou, houve desorganização na parte final da preparação, mas abriu as portas para que a Revolução do 25 de Abril se concretizasse.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Fez ontem 40 anos que se registou o levantamento militar das Caldas da Rainha. Não resultou, houve desorganização na parte final da preparação, mas abriu as portas para que a Revolução do 25 de Abril se concretizasse.

Fez ontem 40 anos que se registou o levantamento militar das Caldas da Rainha. 
Não resultou, houve desorganização na parte final da preparação, mas abriu as portas para que a Revolução do 25 de Abril se concretizasse. 

 O Levantamento das Caldas, também referido como Intentona das Caldas, Revolta das Caldas ou Golpe das Caldas , foi uma tentativa de golpe de Estado frustrada, ocorrida em 16 de Março de 1974, em Portugal. 

Já com o quartel da Caldas cercado o Brigadeiro Pedro Serrano vai entrar nas instalações militares para ultimar a rendição

O golpe foi descrito como "uma tentativa de avançar com o golpe que não foi devidamente preparada" , tendo sido precursor da Revolução dos Cravos que, a 25 de Abril seguinte, derrubou o regime ditatorial do Estado Novo Português. É referido, por vários autores, como o catalisador que aglutinou o oficialato em torno do Movimento das Forças Armadas (MFA 

 O movimento remonta à insatisfação, entre as Forças Armadas Portuguesas, com a Guerra Colonial, a falta de liberdade política e o atraso económico vivido pelo país. A 22 de Fevereiro de 1974 vem a público a obra "Portugal e o Futuro", do general António de Spínola, onde este defende que a solução para a guerra colonial deveria ser política e não militar Mais tarde, a 5 de Março ocorre a reunião da Comissão Coordenadora do MFA. 

Foi lido, e decidido pôr a circular no seio do Movimento dos Capitães, o primeiro documento do Movimento contra o regime e a Guerra Colonial. Intitulava-se "Os Militares, as Forças Armadas e a Nação" e foi elaborado pelo major Ernesto Melo Antunes 

No mesmo mês, a 14, o Governo de Marcelo Caetano demite os Generais António de Spínola e Francisco da Costa Gomes respectivamente dos cargos de Chefe e Vice-Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, alegando falta de comparência na cerimónia de solidariedade com o regime, levada a cabo pelos três ramos das Forças Armadas. A demissão dos dois generais virá a ser determinante na aceleração das operações militares contra o regime


Desse modo, a 16 de Março, apesar de originalmente estar prevista a participação de outras unidades militares, apenas o Regimento de Infantaria nº 5, das Caldas da Rainha, avançou para Lisboa, sob o comando do capitão Armando Marques Ramos. Isolado, o seu avanço foi sustado por unidades leais ao regime já às portas de Lisboa, sem derramamento de sangue. 

Cerca de 200 homens, entre oficiais, sargentos e praças, foram detidos. Os oficiais, encarcerados na Trafaria, foram libertados no dia 25 de Abril. 

Fonte = Wikipédia

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