BANCADA DIRECTA: Eles bem andam em discursos vibrantes “made in campanha eleitoral” a vangloriarem-se do crescimento do país. Mas vozes responsaveis chamam a atenção para estes excessos de linguagem. Silva Peneda (Presidente do Conselho Económico e Social) discorda do sucesso do programa de ajustamento

quarta-feira, 19 de março de 2014

Eles bem andam em discursos vibrantes “made in campanha eleitoral” a vangloriarem-se do crescimento do país. Mas vozes responsaveis chamam a atenção para estes excessos de linguagem. Silva Peneda (Presidente do Conselho Económico e Social) discorda do sucesso do programa de ajustamento

Eles bem andam em discursos vibrantes “made in campanha eleitoral” a vangloriarem-se do crescimento do país. 
Mas vozes responsáveis chamam a atenção para estes excessos de linguagem 

Silva Peneda discorda do sucesso do programa de ajustamento 

O presidente do Conselho Económico e Social (CES), Silva Peneda, considerou hoje (18 de Março) que o alegado sucesso do programa de ajustamento financeiro não corresponde à verdade e defendeu a necessidade de um compromisso para melhorar a situação do país. "Sobre a ideia de que o programa de ajustamento é um caso de sucesso, diria que essa ideia não pode ser aceite porque não corresponde à verdade", disse Silva Peneda na abertura do Fórum das Políticas Públicas 2014. 
O antigo ministro do emprego de Cavaco Silva considerou que a ideia de sucesso do programa de ajustamento financeiro em curso "é muito discutível" porque se baseia em "algum crescimento económico e num ligeiro decréscimo do desemprego" registados recentemente. 

Segundo Silva Peneda, o critério mais adequado para avaliar o sucesso do programa seria comparar as metas estabelecidas inicialmente e os resultados obtidos. O presidente do CES afirmou ainda que o programa de ajustamento agravou as desigualdades em Portugal, destruiu a classe média e a reforma do Estado confinou-se à redução da despesa, através de cortes aplicados aos funcionários públicos e pensionistas. 

Defendeu que uma política económica para o futuro do país tem de "assumir a rotura com o anterior modelo económico" e apostar em políticas que gerem confiança, "o que só será conseguido com um forte compromisso entre as forças políticas e sociais". 
"No CES temos consciência de que após uma crise profunda como esta que estamos a atravessar nunca mais voltaremos à situação de partida, estamos a atravessar uma fase de transição e, para melhorar a realidade, só o conseguiremos com um forte compromisso. 

Ignorar isto é miopia política", disse Silva Peneda.

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