BANCADA DIRECTA: Comentador da SIC José Gomes Ferreira.especializa-se em armadilhar entrevistados que não são da cor do Governo. Oscar Gaspar, porta voz do PS para as questões económicas, viu-se em palpos de aranha para se ver livre da trama que lhe armou o entrevistador.

sábado, 22 de março de 2014

Comentador da SIC José Gomes Ferreira.especializa-se em armadilhar entrevistados que não são da cor do Governo. Oscar Gaspar, porta voz do PS para as questões económicas, viu-se em palpos de aranha para se ver livre da trama que lhe armou o entrevistador.

Comentador da SIC José Gomes Ferreira.especializa-se em armadilhar entrevistados que não são da cor do Governo. 

Oscar Gaspar, porta voz do PS para as questões económicas, viu-se em palpos de aranha para se ver livre da trama que lhe armou o entrevistador. Aconteceu no passado dia 19 deste mês na rubrica da SIC “Negócios da Semana”. Em debate estavam o dito Óscar Gaspar e Miguel Frasquilho do PSD. José Gomes Ferreira introduziu o tema que era “qual o futuro de Portugal após a saída da troika?” 

 Em determinada altura e jogando a favor das teorias de Miguel Frasquilho o entrevistador dispara em direcção ao elemento do PS e põe-lhe esta questão linear:
 -Diga-me apenas se sim ou não, se o PS logo após a saída da troika vai aumentar os salários e reduzir os impostos? E para atrapalhar mais o Óscar Gaspar ainda insistiu que apenas queria a resposta se sim ou não! É claro que a pergunta não dava qualquer margem de manobra para esclarecer uma resposta adequada. 

Estava-se mesmo a ver que José Gomes Ferreira pretendia encalacrar o porta voz do PS. Óscar Gaspar esclareceu que os aumentos dos salários e redução de impostos não poderiam ser feitos de imediato após a a saída da troika. Era preciso tempo. Viram-se logo sorrisos abertos nos rostos do entrevistador e do Miguel Frasquilho. Óscar Gaspar tinha caído na armadilha! 
Mais tarde o PS pelas voz de José Junqueiro deu mais pormenores sobre as intenções do Partido  Socialista quanto a esta matéria PS promete que salários vão voltar, mas «não num só dia» Socialistas garantem que não vão fazer «tudo ao contrário» do que prometem antes das eleições 

O vice-presidente da bancada do PS José Junqueiro reiterou que, quando forem governo, os socialistas terão como «prioridade progredir no sentido da reposição dos rendimentos», mas não «no primeiro dia nem num só dia». «O PS no Governo terá como prioridade progredir no sentido da reposição dos rendimentos dos portugueses. Não o fará no primeiro dia nem num só dia», afirmou José Junqueiro aos jornalistas no Parlamento

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, exigiu um esclarecimento por parte do secretário-geral do PS, António José Seguro, sobre a sua posição relativamente à reposição de rendimentos dos portugueses, após declarações do conselheiro económico socialista Óscar Gaspar. 

«O PS não faz demagogia sobre esta matéria e os portugueses entendem bem porquê: porque a austeridade excessiva e os cortes excessivos não permitirão que isso aconteça no primeiro dia, nas não impedem que o PS faça como seu desígnio e seu projeto repor os rendimentos dos portugueses», frisou Junqueiro. 

«Não faremos como Pedro Passos Coelho, que escreveu o seu programa eleitoral no dia 1 de abril e quando chegou ao Governo fez tudo ao contrário do que tinha dito», acusou. José Junqueiro insistiu ainda que «o PS fez uma proposta ao PSD para um debate que respondesse a uma pergunta sobre se o país está melhor ou pior e fez também um apelo no sentido de o PSD e Governo se reunir em torno de um grande consenso nacional sobre o salário mínimo». 

«O Governo fugiu e tentou o fait-divers», afirmou, defendendo que, «para um consenso nacional em torno do salário mínimo, só falta mesmo o PSD»
Também o cabeça de lista do PS Francisco Assis às eleições europeias afirmou que o seu partido não vai fazer «promessas irresponsáveis» de reposição de salários e pensões a seguir às eleições porque o país está pior económica e socialmente. 

Francisco Assis, que falava durante uma visita a Vila Real, considerou ser «sensata» a declaração de Óscar Gaspar, conselheiro económico de António José Seguro, que disse que «não é possível voltar a repor os rendimentos dos portugueses ao nível de 2011». 

«O PS, contrariamente ao que o PSD fez nas últimas eleições, em que prometeu mundos e fundos, não vai fazer agora promessas irresponsáveis e não vai dizer que, no dia seguinte às eleições, vai repor tudo tal e qual estava há uns anos atrás», afirmou à agência Lusa. Isto porque, segundo o candidato, o PS «bem sabe que o país está hoje pior do ponto de vista económico e social» e que «houve uma regressão nestes anos». 

No entanto, Assis garantiu que os socialistas querem precisamente «inverter a política económica para que seja possível repor tudo isso» e para que «se possa voltar a apostar no crescimento da economia através também de um relançamento do próprio mercado interno». «E isso implica que haja uma alteração de política em relação aos salários e pensões», sustentou

Nota final de Bancada Directa: quanto à não publicação de uma foto de Marco António Costa, que também botou opinião, não o fizemos por entendermos que este senhor não significa nada no contexto da politica nacional.

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