BANCADA DIRECTA: As causas iniciais e directas para a crise na Ucrânia foi a atitude de ex-presidente Yanukovytch em recusar a aproximação da União Europeia à Ucrânia e decidiu que seria melhor para os ucranianos a dependência financeira e económica da Rússia.

quinta-feira, 6 de março de 2014

As causas iniciais e directas para a crise na Ucrânia foi a atitude de ex-presidente Yanukovytch em recusar a aproximação da União Europeia à Ucrânia e decidiu que seria melhor para os ucranianos a dependência financeira e económica da Rússia.

 Reflexões sobre a Ucrânia. (1). 
Na verdade os ideais de Perestroika esmoreceram e nem o Muro de Berlim colapsou na totalidade em 1989. 
Não senhor, para tráz ficaram resquicios sob a forma de muralhas interiores de frágeis sustentações, tal como são originadas nesta crise do território autónomo da Crimeia. 

Em pano de fundo avizinha-se a possibilidade de haver um referendo, o que muito agradaria aos russos. As causas iniciais e directas para a crise na Ucrânia foi a atitude de ex-presidente Yanukovytch em recusar a aproximação da União Europeia à Ucrânia e decidiu que seria melhor para os ucranianos a dependência financeira e económica da Rússia. 

O que se seguiu já é do domínio publico. Nas ruas surgem movimentos de contestação, demite-se o Presidente, aparecem novos dirigentes ucranianos. Yanukovytch foge para a Russia, pede o apoio destes para a sua situação e declara que se considera o presidente legitimo da Ucrânia. 

Mas o que se passa na Ucrânia (incluindo a Crimeia) parece obedecer a um calendário há muito concertado. Não se sabe é como se criou…. . Depois das movimentações ainda em curso (políticas, militares, etc.) segue-se a via diplomática, que tudo tentará resolver (nomeadamente as consequências económicas associadas) sem nada explicar (no segredo dos deuses). 
Mas o 'ruído' de fundo global não transmitindo certezas sugere muita coisa. Assim, o maior risco que os ucranianos correm é a fragmentação ( cuja integridade territorial 'todos' os intervenientes apressadamente anunciam querer preservar) é, também, o sinal claro de que está em curso a desintegração nacional (política, económica e social). Este o preço da 'batalha de Kiev', onde russos, UE e EUA estiveram sempre presentes e condicionaram um desfecho que não preservou qualquer tipo 'coesão popular' (capaz de integrar os povos que habitam a Ucrânia). 

Nos últimos dias quentes desta crise os 'novos homens de Kiev' não foram capazes de se fazerem ouvir ou mantêm-se preventivamente em silêncio. O que tem um enorme significado. Na realidade, o 'muro de Berlim' não caiu estrondosamente em 1989. 

Começou a ser alagado por essa data (ou até antes) mas ficaram para trás - aqui e acolá - algumas cercas muradas que não têm alicerces (próprios) para resistir às intempéries (essencialmente políticas e económicas), agora com dimensão 'global'...
 Imagem da base naval russa em Sebastopol. Crimeia. Ucrânia. Levar em linha de conta que esta base está situada num local estratégico, pois tem acesso directo ao Mar Mediterrâneo e é a única base naval russa que não está situada em mares gelados.

 Não nos podemos esquecer das tentativas desastradas de envolvimento nos problemas internos da Ucrânia por parte da Alemanha e que arrastou perigosamente a União Europeia para o conflito de interesses que afectaram os russos especialmente na Crimeia.  

Falaremos destes factores negativos por parte do Ocidente no conflito ucraniano no post que publicaremos amanhã..

A violência que se registou nas manifestações em Kiev faziam prever o pior na Crimeia

Só referir que a Alemanha estava disposta a lutar na Crimeia até ao último ucraniano, enquanto Durão Barroso fazia umas ameaças, como porta-voz, e o Papa, a partir do Vaticano, convidava à oração. 

Esqueceram-se que em 5 de Maio de 1992 a Crimeia proclamou a independência e, mais tarde, concordou em permanecer ligada à Ucrânia, como República autónoma. Mas com todas as liberdades de cidadania para os 60% de russos que residem na Crimeia e que agora viram as suas liberdades de cidadania em perigo. 

Os russos apenas querem assegurar que os seus conterrâneos que vivem na Crimeia não sejam agredidos e vitimas de violência. Os acontecimentos de Kiev  fazem prever o pior quanto a respeito pelas liberdades individuais.


Adriano Rui Ribeiro / Bancada Directa

Sem comentários:

Obrigado Pela Sua Visita !