BANCADA DIRECTA: 6 de Março de 1992. Morre a pintora Maria Helena Vieira da Silva. Tinha nascido em 13 de Junho de 1908. Foi uma vitima do tenebroso Salazar que lhe recusou a nacionalidade portuguesa por ter casado com um judeu húngaro. Vergonhoso! E ainda há quem elogie este Salazar de má memoria

quinta-feira, 6 de março de 2014

6 de Março de 1992. Morre a pintora Maria Helena Vieira da Silva. Tinha nascido em 13 de Junho de 1908. Foi uma vitima do tenebroso Salazar que lhe recusou a nacionalidade portuguesa por ter casado com um judeu húngaro. Vergonhoso! E ainda há quem elogie este Salazar de má memoria

6 de Março de 1992. 
Faz hoje 24 anos
Morre a pintora Maria Helena Vieira da Silva. 
Foi uma vitima do tenebroso Salazar que lhe recusou a nacionalidade portuguesa por ter casado com um judeu húngaro. 
Vergonhoso! 
E ainda há quem elogie este Salazar de má memoria 

6  de Março de 1992. Faz hoje 24 anos.– 
Morre, em Paris, a pintora portuguesa Maria Helena Vieira da Silva, filha de um embaixador português e neta de Silva Graça, fundador do jornal O Século. 
O casamento com outro grande pintor, o judeu húngaro Árpád Szenes, fê-la perder a nacionalidade, tornando-se um casal de apátridas a quem o sinistro Salazar negou a nacionalidade. Maria Helena Vieira da Silva (Lisboa , 13 de Junho de 1908 — Paris, 6 de Março de 1992) foi uma pintora portuguesa, naturalizada francesa em 1956. Era filha do embaixador Marcos Vieira da Silva, e neta de José Joaquim da Silva Graça, fundador do jornal O Século, tendo vivido na casa do avô, em Lisboa. 

Despertou cedo para a pintura. Aos onze anos ingressou na Academia de Belas-Artes, em Lisboa, onde estudou desenho e pintura. Motivada também pela escultura, estudou Anatomia na Faculdade de Medicina de Lisboa. Em 1928 foi residir para Paris, onde estudou com Fernand Léger, e trabalhou com Henri de Waroquier (1881-1970) e Charles Dufresne. Em Paris conheceu o seu futuro marido, o também pintor Árpád Szenes, húngaro, com quem se casou em 1930.  
Edifício da Fundação Arpad Szenes/Vieira da Silva nas Amoreiras em Lisboa

Realizou inúmeras viagens à América Latina para participar de exposições, como em 1946 no Instituto de Arquitectos do Brasil (IAB). Devido ao facto de o seu marido ser judeu e de ela ter perdido a nacionalidade portuguesa, eram oficialmente apátridas. 

Então, o casal decidiu residir por um longo tempo no Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial e no período pós-guerra. No Brasil, entraram em contacto com importantes artistas locais, como Carlos Scliar e Djanira. Ambos exerceram grande influência na arte brasileira, especialmente entre os modernistas.

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