BANCADA DIRECTA: Praxes para que te quero? Tudo muito sossegadinho, eles fazem um pacto de silencio ou se falam encolhem as palavras e não se percebe nada. Mas a Judiciária faz o seu trabalho.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Praxes para que te quero? Tudo muito sossegadinho, eles fazem um pacto de silencio ou se falam encolhem as palavras e não se percebe nada. Mas a Judiciária faz o seu trabalho.


Praxes para que te quero? 
Tudo muito sossegadinho.
Eles fazem um pacto de silencio ou se falam encolhem as palavras.
Não se percebe nada. 
Mas a Judiciária faz o seu trabalho. 

Aproveitamos e lançamos um texto do nosso amigo Dr Mário de Carvalho 

O PRAXISMO-JAVARDISMO 

Antes da REACÇÃO contra a revolução do 25 de Abril de 1974, não havia praxe em Lisboa. O espírito crítico de um escol cultural, prevalente na Universidade, tinha padrões exigentes. Ensino superior não queria dizer ensino inferior. 

Era uma elevação sobre a miserável circunstância dominante. A praxe era considerada – e bem -- COISA DE LABREGOS. 

Em Coimbra, nos anos sessenta, após as críticas corajosas de Flávio Vara (“ O Espantalho da praxe…” 1958) e a chegada de uma geração mais desempoeirada, a praxe quase desapareceu. Reinstalaram-na depois com todo o seu fétido programa passadista. 

A praxe é o abraço alcoolizado entre o ricaço marialvão, abrutalhado e analfabeto e o povoléu boçal e trauliteiro, folclorizando o servilismo medieval em vestes eclesiásticas. Ao fim e ao cabo, o velho Portugal alarve, mendigo, medievalóide e agachadinho, mas de telemóvel em riste. Não se ponderem gradações entre um medievalismo civilizado e um medievalismo excessivo. 
Toda a praxe é desprezível. No estado a que as coisas, desgraçadamente, chegaram, proibir seria contraproducente. Mas há muitas formas de desencorajar. E os professores – que têm sido, aliás, de uma distracção cúmplice (mea culpa) – sabem isso bem. 

Oxalá os estudantes se dêem conta de como foram inferiorizados e transformados em «jovens velhinhos» por uma súcia rasca. Tanto mais que a situação assume contornos sinistros e mafiosos. 

Ao que parece, com “omertà” e tudo. Um atavismo lusitano vem fazer de hífen entre a tradição siciliana e o nórdico Nacional-Socialismo. 

Pior que mera COISA DE LABREGOS. 

O texto é do  Dr. Mário de Carvalho

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