BANCADA DIRECTA: Não é bem o caso de "zangam-se as comadres e descobrem-se as verdades! Vitor Gaspar diz de sua justiça que o Paulinho das feiras é um “politico pragmático”! E que foi directamente por causa dele que se demitiu do Governo. Já que o Paulinho exigia uma mudança radical no “rumo” do mesmo!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Não é bem o caso de "zangam-se as comadres e descobrem-se as verdades! Vitor Gaspar diz de sua justiça que o Paulinho das feiras é um “politico pragmático”! E que foi directamente por causa dele que se demitiu do Governo. Já que o Paulinho exigia uma mudança radical no “rumo” do mesmo!

 Não é bem o caso de "zangam-se as comadres e descobrem-se as verdades! 
Vitor Gaspar diz de sua justiça que o Paulinho das feiras é um “politico pragmático”! 
E que foi directamente por causa dele que se demitiu do Governo. 
Já que o Paulinho exigia uma mudança radical no “rumo” do mesmo! 

Gaspar associa saída do Governo a Paulo Portas "Existia a vontade de promover uma alteração de rumo", afirma Vítor Gaspar no livro de Maria João Avillez. 
Ex-ministro das Finanças não assume "erros ou "enganos" - em geral, o resgate foi "bem sucedido". E Maria Luís "é única". 

O motivo decisivo para Vítor Gaspar sair do Governo esteve ligado a Paulo Portas, assume o ex-ministro das Finanças, no livro com o seu nome escrito pela jornalista Maria João Avillez que amanhã estará nas bancas. "O motivo mais decisivo, o catalizador para a necessidade de sair", afirma Gaspar, foi "a impossibilidade de concluir atempadamente o sétimo exame regular" da troika. 
Momentos

E porque é que não fechou atempadamente?, pergunta-lhe Avillez. Gaspar responde: isso "tornou-se absolutamente claro em menos de 24 horas, no comunicado em que o ministro dos Negócios Estrangeiros apresenta a demissão. (...) Está claríssimo que existe a vontade de promover uma alteração de rumo". "A capacidade de julgamento do negociador português e a sua autoridade foram claramente postos em dúvida" com o adiamento da 7ª avaliação. Vítor Gaspar diz que "não podia continuar nesse papel". 

Sem nunca criticar directamente Paulo Portas, com quem diz ter uma boa relação pessoal, e sem querer contar o que se passou ente ambos - "pode-me perguntar 500 vezes que não vai ter uma resposta " -, o ex-ministro refere-se ao actual vice primeiro-ministro como um político "paradigmático". Gaspar define o paradigma do político - "procurar chegar ao poder e mantê-lo". "Eu estava mais preocupado com a manutenção da credibilidade externa", diz. 

Nunca assume que a sua política estava errada - "Não usaria a expressão engano, nem a expressão erro" - apenas que não conseguiu os objectivos que se tinha proposto alcançar no que toca as metas do défice para 2011 e 2012. Mas nada que o impeça de concluir: "o Programa de Ajustamento português, de modo geral, foi, em meu entender, muito bem sucedido". A ideia da TSU foi sua - "o autor da medida fui eu" - em partilha com Maria Luís Albuquerque. 

O ex-ministro das Finanças diz que a sua sucessora "é única" - "alguém que combina uma grande determinação e capacidade profissional com uma capacidade de comunicação convicta e de empatia. Na minha perspectiva, esta combinação torna-a única". Gaspar também elogia abundantemente as qualidades de liderança do primeiro-ministro, a quem conta ter mostrado a carta de demissão antes de a tornar pública. 
Não há dúvida que ele é um pragmático. E anda sempre de dedo esticado. Digo isto sem maldade, claro?

 O livro, que será apresentado em Lisboa, no dia 18, pelo socialista António Vitorino, é prefaciado pelo presidente do Tribunal de Contas. Guilherme de Oliveira Martins diz tratar-se de "um testemunho necessário" sobre o período que antecedeu e traduziu o essencial do resgate português.

Sem comentários:

Obrigado Pela Sua Visita !