BANCADA DIRECTA: Reflexões sobre um tema recorrente: As Praxes. O nosso cronista Antonio Raposo diz de sua justiça. E admira-se como os jovens que ingressam em estabelecimentos de educação aceitem ser humilhados!.....

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Reflexões sobre um tema recorrente: As Praxes. O nosso cronista Antonio Raposo diz de sua justiça. E admira-se como os jovens que ingressam em estabelecimentos de educação aceitem ser humilhados!.....


Reflexões sobre um tema recorrente: 
As Praxes. 
O nosso cronista Antonio Raposo diz de sua justiça. 
E admira-se como os jovens que ingressam em estabelecimentos de educação aceitem ser humilhados!..... 

AS PRAXES 

 A primeira minha grande admiração ao tratar do tema é o facto de se tratar de um ritual antigo, praticado sobretudo nas Universidades e também nas antigas escolas técnicas, e liceus. Exercido sobre rapazes e raparigas com alguma instrução mas reduzida educação e auto estima. 

Admira-me como aceitam ser humilhados. 

Lembro-me que há uns bons 60 anos as coisas que se faziam aos caloiros eram uns “calduços” ou “caldinhos”, que se praticavam no primeiro dia de aulas sobre os novatos, alunos do 1º ano. Resumia-se numa série de palmadas no pescoço da vítima. Disto a um abraço de boas vindas vai uma grande distância, penso. 

Era uma espécie um tanto perversa de “hoje apanhas tu amanhã és tu a castigar o caloiro”. Nas Universidades há uma tradição de centena de anos, praticada em Coimbra e que se perde nas brumas da memória. Porém, o facto de ser tradição não implica que – já lá dizia Camões – mudam-se os tempos mudam-se as vontades, o mundo é feito de mudança.- 

E as más tradições são de abandonar. As praxes que vejo praticar nas zonas ajardinadas do Campo Grande em Lisboa . junto à cidade Universitária e não me parecem coisas de grande humilhação, mas ela lá está a tentarem fazer do aluno um ser ridículo que só executa disparates que farão o gozo dos mais velhos. 
Não entendo como a rapaziada nova – com tanta informação – embarca neste jogo de humilhação. Para mim a praxe não passa disso e se tiver mais algum laivo de benefício façam favor de me explicar. Sabendo nós que já houve casos de grande violência, lastimo que os homens que estão à frente das Universidades privadas e públicas não consigam convencer os alunos a largar estes hábitos. 

Como muitas das Universidades privadas são recém-chegadas e não têm tradições, lá vimos nós a rapaziada vestida à coimbrã, tentando reproduzir as velhas tradições que não tem senão um apurado sentido de negócio que é o que é hoje o ensino superior, em muitos casos. 

Um abraço para os meus caríssimos leitores 
Antonio Raposo 
Lisboa. 2014. Janeiro. 22

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