BANCADA DIRECTA: "Quem semeia ventos colhe tempestades". Ano de 2014. Começam as movimentações activas contra estas medidas do Governo. Reformados invadem sede do Metro Quatro centenas de reformados protagonizaram hoje uma "ocupação simbólica" da sede do Metropolitano de Lisboa, contra os cortes dos complementos de reforma.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

"Quem semeia ventos colhe tempestades". Ano de 2014. Começam as movimentações activas contra estas medidas do Governo. Reformados invadem sede do Metro Quatro centenas de reformados protagonizaram hoje uma "ocupação simbólica" da sede do Metropolitano de Lisboa, contra os cortes dos complementos de reforma.

Ano de 2014. 
Começam as movimentações activas contra estas medidas do Governo. 
Reformados invadem sede do Metro 
Quatro centenas de reformados protagonizaram hoje uma "ocupação simbólica" da sede do Metropolitano de Lisboa, contra os cortes dos complementos de reforma. 
É caso para se dizer que ao transporem uma linha vermelha  os governantes semearam ventos e estão a colher tempestades

Cerca de 400 reformados do Metropolitano de Lisboa invadiram hoje a sede da empresa, contra os cortes nos complementos de reforma, previstos no Orçamento do Estado para 2014. "Houve um plenário e uma ocupação pacífica da sede. Felizmente tem imperado o bom-senso, mas não sabemos a que ponto isto irá chegar. 


Há vários pensionistas em situação de desespero", disse è comunicação social Nuno Fonseca, dirigente do Sindicato Nacional dos Ferroviários e Afins (SINFA), que esteve presente no protesto. Segundo o sindicalista, os reformados subiram aos vários andares do edifício, ocupando os sofás e outras áreas comuns num "protesto simbólico, mas não houve ocupação dos postos de trabalho, tal como foi inicialmente avançado. 

A Comissão de Reformados e Pensionistas solicitou uma reunião com a administração, que mostrou total disponibilidade, no entanto, não foi adiantada uma data. "Se até ao final do mês este problema não é colmatado não sei onde as pessoas poderão ir. A administração mostrou abertura para uma reunião, embora o problema não esteja nas suas mãos. Trata-se de uma lei do Governo", acrescenta. 
Nuno Fonseca sublinhou ainda que os cortes podem atingir entre os 40% a 60% dos rendimentos destes reformados e que muitos estão "aflitos", uma vez que foram "empurrados" para a reforma e têm encargos financeiros, que não pressuponham esta situação. "Estes reformados planearam toda a vida e a agora vêem-se amputados pelo Orçamento do Estado. São situações terríveis e de desespero ", diz o sindicalista. 

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, já tinha alertado ontem que os funcionários da Carris e dp Metropolitano de Lisboa, que tiveram reformas antecipadas, deveriam sofrer reduções de 70% nos rendimentos, com os cortes das compensações.

A noticia mais em pormenor


Mais de duas centenas de reformados e pensionistas do Metropolitano de Lisboa, que vão sofrer cortes nos complementos de reforma, reuniram-se hoje de manhã em frente da sede da empresa para ocupar os postos de trabalho.


Em declarações à agência Lusa, Diamantino Lopes, da Comissão de Reformados e Pensionistas do Metropolitano de Lisboa, disse que os reformados e pensionistas vão apresentar-se ao serviço e pedir à administração da empresa que os distribua pelos vários postos de trabalho.

"Em causa está a aprovação pelo Governo do Orçamento do Estado em que é cortado o complemento de reforma (...). Em termos brutos, estamos a falar de cortes incomportáveis entre os 40 e os 60%", explicou à Lusa Diamantino Lopes.
 
O membro da Comissão dos Reformados e Pensionistas lembrou que o conselho de administração da empresa acordou com os trabalhadores que se reformaram antecipadamente que lhes pagaria um complemento de reforma que estava previsto no Acordo de Empresa.

O representante da Comissão de Reformados e Pensionistas do Metropolitano de Lisboa adiantou que, numa reunião no passado dia três de Janeiro, a administração da empresa disse que ia dar seguimento ao cumprimento da lei do Orçamento do Estado e que este  mês o complemento de reforma já não ia ser pago.

Cortes podem chegar aos 70%


"Por causa desta situação, os 1400 reformados e pensionistas decidiram apresentar-se ao serviço e ocupar os postos de trabalho. Estamos a falar de ocupar simbolicamente porque temos consciência de que só o tribunal pode decidir", disse, acrescentando  que os trabalhadores esperam falar com o conselho de administração.


Na terça-feira, o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, afirmou que os trabalhadores que tiveram reformas antecipadas na Carris e Metropolitano de Lisboa, com as respectivas compensações em complementos de pensão, arriscavam cortes de 70% nos seus  rendimentos.


Carlos Silva falava aos jornalistas no final de uma reunião com a direção do grupo parlamentar do PS, durante a qual referiu que trabalhadores com reformas antecipadas de duas empresas do setor empresarial do sector empresarial do Estado, casos da Carris  e do Metropolitano de Lisboa, estão em risco de ver "desbaratados os seus complementos de pensão".


De acordo com Carlos Silva, muitos desses trabalhadores da Carris e do Metropolitano de Lisboa entraram na situação de reforma a partir dos 55, 56 ou 57 anos, após serem convidados pelas respetivas administrações das empresas.

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