BANCADA DIRECTA: Exijo que me dêem um carro, mesmo que eu não dê numero de contribuinte para uma factura. Ou há igualdade ou comem todos……

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Exijo que me dêem um carro, mesmo que eu não dê numero de contribuinte para uma factura. Ou há igualdade ou comem todos……

Exijo que me dêem um carro, mesmo que eu não dê numero de contribuinte para uma factura. Ou há igualdade ou comem todos…… 

Tenho pessoalmente um exemplo concreto nesta questão de nos calhar um prémio numa compra qualquer. 

Já perdi a conta aos anos em que devotamente metia numa tombola o talão de compra de um supermercado (de capitais alemães diga-se em abono da verdade) com o meu nome e outras referencias pessoais. 

Concorri dezenas e dezenas de vezes e tinha fundadas esperanças que um dia havia de ser! Cantigas Òh Rosa. Nunca me saíu nada. Não desesperei e logicamente saturei as minhas esperanças e deixei de ligar ao assunto. 
 Na minha juventude eram frequentes verem-se camionetas com automóveis pendurados para serem sorteados por quem adquirisse rifas para os sorteios respectivos. Tal como esta louvável Instituição, também a Associação de Cegos Luis Braiille e muitas corporações de bombeiros usavam o mesmo sistema para angariarem fundos.

Compro o indispensável agora e faço caretas ao caixote de peluches que integram uma colecção que agora oferecem em troca de pontos. Com muitos pontos na cabeça por via de uma paulada a preceito era o que eles mereciam. Prometerem prémios e a gente nem os cheira. Nem uma consolaçãozinha. 

E, claro, que agora vem o Governo prometer que atribuem carros a quem pedir facturas com o seu número de contribuinte….. Eu quero um carro para cada contribuinte Em 2014, a inclusão do n.º de contribuinte nas facturas permitirá a qualquer consumidor final habilitar-se a ganhar um carro por semana. 

O sorteio será feito pela administração fiscal, sendo elegíveis todas as compras e não apenas facturas dos restaurantes, oficinas e salões de beleza. Quanto mais facturas obtiver maior é a probabilidade de êxito. Isto não é um governo, é um grupo de crupiês que fizeram do país um casino e dos cidadãos jogadores da bisca lambida. 
 Pouco me importa que o meu carro seja o do meio. Não me custou dinheiro. Saíu-me numa factura premiada pelas Finanças. Ele até me dava azar à vida!

A libertinagem de quem se permite explorar o casino merece que os jogadores, sem aumento de despesa, aumentem as probabilidades. Espero que os leitores me acompanhem na estratégia que já delineei, ainda que reduza as minhas probabilidades com a concorrência. 

Não sou invejoso. Comecemos pelos supermercados. Enquanto não venderem o melão à fatia, o azeite ao decilitro, o arroz ao grama e as azeitonas, pevides e pinhões à unidade, podemos, desde já, exigir 24 facturas por duas dúzias de ovos, 20 por igual número de iogurtes, 50 por outras tantas peças de fruta e assim sucessivamente. 

Quando for atestar o automóvel, vou meter meio litro de combustível de cada vez até que o empregado se aborreça ou perfaça 120 facturas. A imaginação é o limite. Perante um Governo tolo, pode valer-nos a imaginação para lutar contra a loucura. Mas não percam a esperança. 

Porque os carros nunca os verão. 
E se os virem já sabem que têm de descontar o taxa (20 por cento)legal para o IRS sobre o valor do carro. 
È de Lei…… 
Fiquem com os ditos. 

Bancada Directa / Ponte Europa

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