BANCADA DIRECTA: Afinal o que é que aconteceu no areal da Praia do Meco, onde 6 jovens “académicos” perderam a vida. Agora já se fala que os jovens integravam uma seita que se sujeitava a práticas estranhas. Tal como andarem vestidos de fatos académicos e de rastejarem com os pés atados com pedras…. E percorrerem 7 quilómetros a caminho da morte

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Afinal o que é que aconteceu no areal da Praia do Meco, onde 6 jovens “académicos” perderam a vida. Agora já se fala que os jovens integravam uma seita que se sujeitava a práticas estranhas. Tal como andarem vestidos de fatos académicos e de rastejarem com os pés atados com pedras…. E percorrerem 7 quilómetros a caminho da morte

Afinal o que é que aconteceu no areal da Praia do Meco, onde 6 jovens “académicos” perderam a vida. 
Agora já se fala que os jovens integravam uma seita que se sujeitava a práticas estranhas. 
Tal como andarem vestidos de fatos académicos e de rastejarem com os pés atados com pedras…. E percorrerem 7 quilómetros a caminho da morte 

Claro que o assunto está numa fase de investigação, salvo erro a cargo do procurador de Almada. Mas é um facto assente que durante mais de um mês após a morte dos jovens nunca se ouviu falar em investigação. 

E era um facto assente, a basearmo-nos em testemunhos que agora vieram a lume, que uma investigação ao que se passou seria sempre necessário, não só para se descobrir a verdade, mas também para se saber qual foi o papel do único sobrevivente da tragédia. 
O único sobrevivente tem-se negado a prestar declarações, dizem que sofre de uma amnésia selectiva. Era um chefe de claque de praxes da Universidade Lusófona, denominado como um “dux”. Sintomático que todos os jovens que estudam nesta Universidade se recusam a tecer quaisquer comentários e compartilhar os mesmos com estranhos a este estabelecimento de ensino superior. 

Ainda muita tinta vai correr. Mas em minha opinião as famílias dos jovens que morreram querem saber a verdade, mas de certeza que essas famílias devem saber com mais profundidade o que os filhos faziam, em que andavam envolvidos e, sobretudo, os seus hábitos e companhias.. 
Dou a palavra a meretissima juiza Adelina Barradas de Oliveira que no seu blogue fala sobre “praxes” e das suas envolvencias emocionais. 

Praxes o velho tabu e a velha revolta. Não queria falar disso porque neste momento está até em investigação. Não queria falar disso principalmente por respeito aos pais que perderam os filhos naquela noite. Mas há algo de estranho em todo o cenário, há demasiado silêncio à volta, amnésias incompreensíveis e sobretudo peças que não encaixam. 

A Vida académica... o que é a vida académica? O que foi? Como era? Como é? Quem alinha e quem não alinha e se alinha a que está sujeito? Há um secretismo violento em algumas vidas académicas, como o secretismo selado pelo silêncio de uma seita que não tem nada de esotérico ou de ritual de purificação. 

Há uma sensação de poderes canalizados para frustrar o outro, um desiquilibrio no ar, um perfil de violência e sadismo e até de masoquismo. Que me desculpem os Dux Facultis, os Veteranos e os terceiranistas e os estudantes que querem viver a vida académica ingénua e estupidamente mas há em toda esta história algo de irracional. 

Bem fazem os estudantes que com coragem renunciam a isto que alguns chamam de "Vida Académica". E deixem-me que lhes diga que, tudo isto é tão doentio como a cena de pancadaria no final do jogo de rugby em Cascais que se diz ter tido origem em confrontos de gangues. Gangues a que pertencem miúdos que deveriam ter princípios de honra e moralmente sólidos. 

O que anda a faltar aos que dirigirão o amanhã? 
Coragem de pensar pela própria cabeça? 
Coragem de ficar só? Coragem de ser diferente? 
Coragem para dizer :- Não vou por aí? 
Coragem para ter Coragem. 

Um texto curioso sobre praxes pode ler-se aqui

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