BANCADA DIRECTA: O Detective Tempicos volta a atacar fornecendo “pastelinhos de nata” aos leitores incautos nestas andanças. O autor do 5ºepisódio, de suas graças, Verbatim /Nove e ainda 7+2, lançou uma grande confusão no texto, que vai obrigar os assessores do Governo que monitorizam este blogue a um trabalho aturado para definir se “na carne jovem há a propensão para o pecado.” E esta da facada no canalizador não lembra ao diabo.

sábado, 7 de dezembro de 2013

O Detective Tempicos volta a atacar fornecendo “pastelinhos de nata” aos leitores incautos nestas andanças. O autor do 5ºepisódio, de suas graças, Verbatim /Nove e ainda 7+2, lançou uma grande confusão no texto, que vai obrigar os assessores do Governo que monitorizam este blogue a um trabalho aturado para definir se “na carne jovem há a propensão para o pecado.” E esta da facada no canalizador não lembra ao diabo.

O Detective Tempicos volta a atacar fornecendo “pastelinhos de nata” aos leitores incautos nestas andanças. 
O autor do 5ºepisódio, de suas graças, Verbatim /Nove e ainda 7+2, lançou uma grande confusão no texto, que vai obrigar os assessores do Governo que monitorizam este blogue a um trabalho aturado para definir se “na carne jovem há a propensão para o pecado.” 
E esta da facada no canalizador não lembra ao diabo. 

5.º Episódio da novela colectiva “Tempicos e os pastelinhos de nata”. 
Titulo do episódio “Um drama na Pensão Kubala" 

Autor: Verbatim, Nove ou 7+2 

Tudo se complica 


 Tempicos olhou estupefacto para o relatório da Judiciária e começou a suar desalmadamente. Então não é que aquilo estava datado de 29 Novembro de 2013, quando ainda se estava a 27 de Junho! 

E, para complicar, diziam-se umas tantas verdades no meio de falsificações diversas. Era a contra-informação ao ataque. Por esta é que ele não esperava. 

Sentia-se também desesperado por não estar a ver onde os da contra-informação queriam chegar. As palmadinhas que lhe davam nas costas faziam-no suspeitar de que seria um dos alvos dos mafiosos produtores daquele documento que, não por acaso, apareceu no banco de trás do táxi do Ruca-da-Bica. Telefonou para a Judiciária e confirmaram-lhe a inexistência de qualquer relatório, nos moldes referidos, sobre o caso da pensão Kumbala. 

Para seu desconsolo, nada lhe disseram sobre o andamento das investigações. Fez-se luz: o falso relatório deve ter saído da própria Judiciária e conteria avisos codificados a alguns traficantes do comprimido azul. Outro Pedro Manuel poderia estar na calha para ser abatido. Sem perda de tempo, foi à procura do Dr. Aurélio, enquanto pensava enlevado na graciosa Arlete e em todas as Arletes deste mundo que na sua jovial juventude fazem perder a cabeça a tanta gente. 
Saudamos efusivamente o aparecimento nesta novela do cónego Novena. Soubemos agora que ele era um coleccionador de vestes clericais dos séculos XVI e XVII. E recordamos as suas preces: deixai vir a mim as donzelas perdidas para eu lhes tratar da alma. (citação de Verbatim: palavra por palavra)

- Salvo seja! – exclamou Salvadorinho, enquanto saía do seu quarto. - Será que este bailarino leu o meu pensamento? – perguntou Tempicos sem pronunciar qualquer palavra. Nesta confusão de sentimentos, foi dar com o Dr. Aurélio a falar com um tipo untuoso que parecia não conseguir descolar os olhos das ancas de Fatinha, que ali ficara especada a gozar o espectáculo de um reencontro. 

- Ó Inspector Tempicos, apresento-lhe aqui o ex-padre Novena, que eu já não via há uns quarenta anos. Foi meu colega no seminário de Leiria, imagine! O maroto teve de pedir transferência para o Fundão por ter sido apanhado a confessar uma matrona quando ainda era um simples seminarista. Ó Novena, confessa-te tu agora, passaste umas boas tardes na cama da senhora? 
 Eduardo, Eduardo eu estou contigo. Prometo que tratarei bem do Testa Rosso se a mim for atribuído a sua guarda

 -Muito prazer, Sr. Inspector. É para mim uma suprema honra conhecer pessoas que pugnam pelos bons costumes, pelo cumprimento da lei e que estão sempre prontas a combater todos os malfeitores deste mundo. A serenidade do seu rosto denota o elevado sentido ético do seu esclarecido espírito. - E, apertando a mão a Tempicos, continuou sem interrupção e com bonomia. – Não ligue ao Aurélio. 

Ele gosta sempre de mostrar os amigos como heróis. A verdade é que eu me limitei a dar bons conselhos a uma senhora que atravessava uma fase crítica. Só fui herói pela contenção das minhas emoções e controlo da carne jovem, que me afligia na sua permanente propensão para o pecado. Fatinha olhava enlevada para o estupor que, na opinião de Tempicos, só podia ter aparecido ali para atrapalhar a investigação. 

Seria ele um dos elementos da contra-informação? Assim, por uma ou outra razão, tudo fez para que o Dr. Aurélio se visse livre do antigo colega, o que acabou por acontecer. O pior foi ver o tal Novena sair com o braço no ombro da Fatinha, não só com a parva a deixar como, ainda, a pedir para que ele voltasse. Com a testa a arder, lá conseguiu perguntar o que pretendia ao Dr. Aurélio. 
  Os milagres dos compridos azuis, que parece não ajudaram em nada o Pintinho e muito menos o Detective Tempicos

- Senhor doutor, foi ou não verdade que o Pintinho baixou ao hospital com uma intoxicação de comprimidos azuis? Eu não estou preocupado com o facto de isso parecer um escândalo. O que me interessa é chegar à qualidade e quantidade de comprimidos que ele possa estar a receber. Tenho razões para pensar que parte da trama de uma rede de traficantes dos azulinhos passa aqui pela pensão Kumbala. Estou convencido que foi para me afastarem do circuito que me venderam uns muito marados, para eu não voltar ao respectivo fornecedor. 

- Ó inspector, eu não lhe posso adiantar muito. Primeiro não me é possível pedir tal informação aos meus colegas. Mas talvez o Eduardo, que namorou umas empregadas do S. João, à pala do testarossa, possa colher informação com interesse. A propósito, vigie também o Duarte. Ele disse-me coisas sobre a erecção que me fizeram tocar as campainhas. Eram pormenores próprios da lengalenga de um agente de propaganda médica… 
 Claro que está provado que o excesso de canela prejudicava a performance sexual de Tempicos e que foi o Eduardo o causador. Mas levar uma facada nas costas por excesso caneleiro é demais....

Ainda o Dr. Aurélio não tinha acabado de falar quando chegou o Ruca-da-Bica a dizer que um colega tinha levado o Eduardo para o hospital de S. José com uma facada nas costas. Fatinha deu um gritinho, lamentou o sucedido e voltou para cozinha. Aurélio, Tempicos e Ruca-da-Bica entreolharam-se sem perceber o desinteresse. 

No cérebro do Inspector entrou logo uma lufada de canela associada ao cheiro da massa de um pastelinho de nata. Contudo, este lindo quadro olfactivo desfez-se num ápice. Viu então, horrorizado, Novena agarrado à Fatinha espetando uma faca nas costas de Eduardo. 

Fim do 5.º Episódio 
Nove / Verbatim 05-12-2013 

 
 O autor deste episódio








 

1 comentário:

Anónimo disse...

Texto com boa intuição literária
Continuem
Cumprimentos
Mª de Lourdes Bonito
Amadora

Obrigado Pela Sua Visita !