BANCADA DIRECTA: Fragmentos e Opiniões no Bancada Directa. Com o nosso cronista António Raposo a dissecar um tema recorrente. O Papa Francisco a conviver perigosamente com as “feras” do Vaticano

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Fragmentos e Opiniões no Bancada Directa. Com o nosso cronista António Raposo a dissecar um tema recorrente. O Papa Francisco a conviver perigosamente com as “feras” do Vaticano

Fragmentos e Opiniões no Bancada Directa. 
Com o nosso cronista António Raposo a dissecar um tema recorrente. 
O Papa Francisco a conviver perigosamente com as “feras” do Vaticano 

O PAPA CHICO 

 
Quero aqui afirmar que não sou crente e de uma forma geral não aceito a maneira como a Igreja católica tem andado por este mundo a pregar a moral e a caridadezinha, mas mantendo e idolatrando a miséria como forma de se auto-justificarem. 

Uns autênticos jesuítas – no mau sentido do termo. A Igreja portuguesa tem sido uma vergonha. Sempre atrás dos poderosos e a lamber as botas do poder instituído, tendo o seu apogeu nos governos Salazar-Caetano. 

0s diferentes papas que tenho visto ser entronados – e já são uma boa mão cheia – na maioria dos casos ficaram prisioneiros da clique que dirigem e norteiam os negócios da Igreja. Umas vezes é verdade que eram escolhidos os conservadores para, mudando, tudo ficasse na mesma. Outros que quiseram mudar ficaram presos nas malhas internas das influências dos que os rodeavam. 
Aquele Banco do Vaticano se falasse teria muito que contar. Até por dinheiro mal lavado… Houve um papa – o bonacheirão João XXIII – que deu uns ares de querer introduzir algumas ligeiras alterações e segundo dizem as más-línguas, deram-lhe um chazinho para adormecer profunda e definitivamente. 

Sempre ouvi dizer e parece-me que não é mentira que as grandes instituições não se conseguem reformar por dentro: a Justiça, as Forças Armadas, as Igrejas. Quando este novo papa que eu chamo de uma forma simples mas respeitosa de Chico, fez uma coisa que me deixou perplexo e ao mesmo tempo atento: mudou a residência! 

Pensei cá para mim: isto tem algo a ver com a sua segurança! E creio que se deve ter rodeado de gente em quem confia. Quem estudou um pouco a história dos papas ao longo da história sabe como a vida deles era difícil e perigosa e não era por causa de aparecer um maluco qualquer a soldo de alguém dar-lhe um tiro ou uma facada. 
Era a sua “entourage” que eles tinham a temer. Tal como aconteceu aos antigos Imperadores Romanos. Acontece que ouvi o papa Chico dizer na televisão que os novos e os velhos foram descartados por esta sociedade que criámos e que está refém do poder financeiro. 

Isto vindo de mim estaria certo, mas vindo do papa, parece música celestial. Saúdo daqui o simpático papa Chico como um homem de coluna vertebral direita e com a audácia das suas palavras deve fazer espumar de raiva esta rapaziada que nos desgoverna ( principalmente aqueles que se dizem católicos e são uns falsos) mas que não podem ir contra nem denunciar o papa porque eles sim são os falsos profetas e os vendidos ao capital financeiro. E viva o papa Francisco ( Chico para os amigos ) e que viva por muitos anos e bons. 

Um agnóstico agradecido. 

António Raposo 
Lisboa. 2013. Novembro. 29

3 comentários:

luis pessoa disse...

Meu caro Raposo, o papa que adormeceu "à pressão" para não acordar foi o João Paulo I e não o João XXIII,
O João XXIII deu o pontapé de saída, com o Vaticano II e o João Paulo I pegou no assunto para terminar com a corrupção e os abusos. Logo foi eliminado, para dar lugar a um papa mais hollyodesco, mais moldável...
Vamos ver o que dará o papa Xico...
Forte abraço

Anónimo disse...

Quem não é crente não tem sensibilidade cristã para entender as missões dos Papas
Mª de Lourdes Bonito
Venteira

Adriano Ribeiro disse...

Os homens podem dialogar porque têm as suas ideias, e estas são passíveis de mudança, mas os clérigos têm a ideia que o seu Deus lhes comunicou algo de transcendente e porque Deus não mais deu sinais de vida, não é possível dialogar sobre verdades absolutas, eternas e imutáveis.

Em todas as religiões só há pensamentos únicos nas ditas, onde a ausência da mínima ortodoxia é heresia.
Abraço ao Luís Pessoa e ao António Raposo
Quanto à Dª Maria de Lourdes não aceito o seu dogma inflexível e imutável
Adriano Rui Ribeiro

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