BANCADA DIRECTA: Um tema bem actual. António Raposo diz de sua justiça. É a historia infantil do Ali Babá os quarenta ladrões. Especial para adultos com sérias reservas

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Um tema bem actual. António Raposo diz de sua justiça. É a historia infantil do Ali Babá os quarenta ladrões. Especial para adultos com sérias reservas


ALI BABA E OS QUARENTA LADRÕES 
(história infantil para adultos com sérias reservas) 
Era uma vez um País (com letra grande) solarengo e de brandos costumes.

Um trabalho de opinião do nosso cronista Antonio Raposo 



Nesse País havia um grupo de rapazes espertalhões que usavam gravatas e fatos de bom corte que resolveram fundar um banco. Sabiam e estava demonstrado que era mais fácil roubar um banco de dentro para fora do que de fora para dentro. E era verdade. Provou-se! 

O banco foi autorizado – coisa que é costume só acontecer depois de se provar a idoneidade dos fundadores. Era tudo boa gente. Das melhores famílias. Com crenças religiosas firmes. Instruídos e com imensa prática nas praças europeias. O banco foi fundado com toda a legalidade e com um ilustre corpo de administradores, directores e accionistas. 


Empregados com curso superior para atender aos balcões os potenciais clientes. Até a Sra. Maria – a mulher da limpeza – tinha o 9º ano e afinal limpou que se fartou (o chão) mas nada que se compare com o que o que os amigos clientes “limparam”- o milho. A actividade do banco seguia feliz com a alta vigilância de quem é suposto fazer o trabalho. 

  Com o decorrer do tempo aquele benfazejo banco de negócios começou a distribuir dinheiro sem as garantias habituais. Como os milhões pedidos eram necessidades de amigos bem de vida para quê pedir garantias? Depois, o banco começou a fazer umas habilidades dignas dos mais ilustres peritos contabilistas para varrer para debaixo do tapete os prejuízos. 

A palavra adequada para esta administração será GOLPADA. Por estranho que pareça, dentro do banco só havia um ALI BABA – era o Sr. Costa o qual foi instado a pagar o dinheiro que tinha emprestado aos 40 ladrões. Mas quais ladrões? No organismo que era suposto tocar a campainha de alarme nada. 

Não era habito fazê-lo e até já não tinham lá esse objeto. Um cavalheiro que lá fora figura grada levara-o para a Europa para onde se deslocada para novo emprego – melhor remunerado. 
 Como diria o outro – estava tudo nos conformes! Porém, a crise ( a mãe de todos os males) com a ventania que fez soprar, deixou muitas carecas à vista. Rebentou a Bernarda. O Sr. Costa foi dentro, mas já saiu e nem tem dinheiro para comprar um chapéu de chuva na loja do chinês. Vive de esmolas e vai comer a sopa dos pobres. 

Toda a gente o trata por ALI BABA. Os 40 ladrões ninguém sabe quem são, onde param, o que fizeram. Alguém ainda sugeriu que a culpa fosse do sr. Joaquim, o porteiro, que tinha uma prótese numa perna, mas como não era lá muito credível a ideia foi abandonada. 

Para que o banco não falisse e causasse uma crise sistémica (para quem não saiba é uma dor de barriga economicamente falando) conforme estava convencido – dizia – um senhor de cabelos brancos que veio a seguir tomar conta da contas públicas, teria que se meter lá um certo capital. 

Foi assim que o pessoal de todo o país (aqui com letra pequena) teve que entrar com uns aumentozinhos de impostos para tapar o buraco. Foram muitos milhões ao que me dizem. Hoje, finais de 2013 e 3 anos passados dos acontecimentos funestos, só o sr. ALI BABA passou pela cadeia, mas felizmente já saiu porque os julgamentos são um pouco demorados. 

Só não percebo porque é que o sr. Costa não deu à sola. Não tem pulseira electrónica, porque devem estar esgotadas com tantos pilha galinhas. Ultimamente até lhe deram passaporte. Está à espera que chova?

Daqui do Algarve envio um abraço para os meus carissimos amigos leitores
Antonio Raposo
Carvoeiro. 2013. Outubro. 01

Nota de Bancada Directa: agradecimento ao Abdulaziz (?), amigo paquistanês de Huelva, por nos ter ajudado a retirar do seu computador imagens para este post, via net. Também usava turbante como o Ali Babá


6 comentários:

luis pessoa disse...

Felizmente para todos nós, habitantes deste país, algumas pessoas conseguiram tirar o seu "pilim" com grandes lucros, como um tal senhor Silva, que reside em Belém, bem como a sua ilustríssima mulher, que também tinha algum lá metido, das poupanças dos míseros 800 euros, ou coisa que o valha, da pensão que aufere e uma filha a quem um passarinho (seria uma cagarra?) avisou em boa hora! E a troca da sua casa nos Algarves, lá para os lados da Coelha (não se sabe se tem alguma coisa que ver com o Coelho que nos azucrina)também teve a benção do Ali que aqui é referido...
Se há milagres, este é um deles! Merecia uma voltita por Fátima, um agradecimento à divina providência que tão bem protegeu quem nos quer tanto bem.
Oremos!

Adriano Ribeiro disse...

Caro Luís
É isso mesmo
Abraço
Adriano Rui Ribeiro

Anónimo disse...

É pena, mas acho que os senhores (?) andam a descarrilar
Zé Abreu. (Zézinho para todos aqueles que não são borrabotas

Adriano Ribeiro disse...

Sempre presumi que o Padre Zezinho me havia de aparecer um dia com a sua canção "Como Jesus amou". Agora que o Jorge Jesus está a cair em desgraça. Nunca pensei é que seria em Huelva.
.....Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria...
E nunca descarrilou!....Digo eu
Adriano Rui Ribeiro

Anónimo disse...

Santos Gaspar diz
Não pretendo baixar o nivel da minha intervenção. Então serei comedido.
O comentário do senhor Abreu está muito perto daquilo que ando a ler neste blogue
S. Gaspar. Alverca

Adriano Ribeiro disse...

Senhor S. Gaspar
Entre as suas palavras comedidas e a minha vontade de mandar o seu comment para o lixo, eliminando-o simplesmente, fica-me a certeza de que escrevo e aceito a colaboração de quem quer ver este pais em melhores condições de vida. E que não haja tantos oportunistas a enganar este povo.
Abraço comedido
Adriano Rui Ribeiro

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