BANCADA DIRECTA: Temas de Medicina no Bancada Directa. Aproveitemos estes dias de descanso andaluz e falemos de uma doença sem cura,porque é crónica, mas com tratamento. Trata-se da Psoríase. Uma doença crónica, mas sem riscos de contágio.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Temas de Medicina no Bancada Directa. Aproveitemos estes dias de descanso andaluz e falemos de uma doença sem cura,porque é crónica, mas com tratamento. Trata-se da Psoríase. Uma doença crónica, mas sem riscos de contágio.

Temas de Medicina no Bancada Directa.
Aproveitemos estes dias de descanso andaluz e falemos de uma doença sem cura, porque é crónica, mas com tratamento.
Trata-se da Psoríase.
Uma doença crónica, mas sem riscos de contágio.

Células em ritmo acelerado

É uma doença crónica, com grande impacto na auto-estima, na medida em que afecta a aparência da pele e alimenta receios, infundados de contagio. Trata-se da psoríase, cuja origem está numa renovação acelerada das células. No Verão as lesões melhoram devido à acção benéfica da luz solar

A psoríase é uma doença crónica associada ao ciclo de vida das células cutâneas. Numa pessoa saudável, as células levam cerca de um mês a passar da camada mais profunda da pele, onde são produzidas, para a camada mais superficial, onda acabam por morrer e descamar, num processo de que nem nos apercebemos.


Mas, numa pessoa com psoríase, este percurso acontece em poucos dias, tendo como resultado que as células se acumulam à superfície, formando lesões que são claramente visiveis. Esta desregulação é consequência da acção dos linfócitos T, que são células brancas do sangue com a função de combater as substancias agressivas para o organismo.


Normalmente, atacam vírus e bactérias, que são os principais agentes causadores de doença, mas neste caso viram-esse contra as células da pele. Os linfócitos ficam, por assim dizer, hiperactivos, acelerando a renovação celular 


Lesões visiveis mas não contagiantes 

As células que se acumulam à superfície da pele acabam por dar origem às lesões tipicas da psoríase: manchas vermelhas, quase sempre com relevo, cobertas de uma especie de escamas prateadas.

A pele fica de tal modo seca que se abrem gretas e podem ocorrer hemorragias. As unhas também podem ser afectadas, apresentando-se estriadas e mais espessas ou, nas situações mais graves, praticamente destruidas. As articulações também não estão a salvo da doença: cerca de dez por cento dos doentes desenvolve a chamada artrite psoriática, que se traduz por dar dor e deformidade, por vezes bastante debilitante.

É, aliás, em zonas do corpo com articulações que a psoríase se instala preferencialmente: os cotovelos e os joelhos, ainda que também a região lombar e o coro cabeludo possam exibir lesões Esta é uma doença que se manifesta por ciclo que significa que há períodos de maior agravamento alternados com períodos de acalmia. Na prática, há períodos em que as lesões ficam mais visiveis e outras em que quase desaparecem.


Quando ficam mais visiveis,por exemplo nos braços e pernas, podem afectar a auto-estima dos doentes, dado que o aspecto das lesões pode gerar nos outros o receio de que podem ser contagiosas. Mas não são: a psoríase é uma doença do sistema imunitário da pessoa e não é causada por um agente infeccioso. 


Sem cura mas com tratamento 

A psoríase é uma doença crónica, o que significa que não tem cura e é para a vida. Mas tem tratamento, cujo objectivo é interromper o processo que conduz à renovação acelerada das células cutâneas e a partir daí, reduzir a inflamação e a formação de placas. Há várias alternativas, desde produtos para aplicação localizada a medicamentos para administração oral ou injectável. 

A fototerapia também é um recurso disponível consistindo na exposição a doses controladas de luz ultra-violeta artificial. Daí que a exposição à radiação solar também seja benéfica, ainda que deva ser usada com moderação pois as queimaduras solares têm o efeito contrário – agravam a doença. O Verão é, pois, uma boa altura para os doentes com psoríase tentarem ter uma pele o mais possível livre das lesões que tanto incómodo causam, fisica e psicologicamente. 


Ao alcance de todos 

O tratamento da psoríase deve ser reforçado com os chamados auto-cuidados, medidas que o próprio doente deve adaptar no dia-a-dia para melhorar a aparência da pele. Entre estes cuidados contam-se 

-Hidratar a pele – através de banhos de imersão com adição de óleos ou sais, em água pouco quente por uns 15 minutos. Depois do banho e com a pele humida, deve aplicar-se um hidratante à base de óleo se a pele estiver muito seca.- 

-Durante a noite pode reforçar-se a hidratação, envolvendo a pele lesionada numa película protectora – de manhã deve lavar-se a pele, para remover as escamas que entretanto se soltaram -Evitar os factores desencadeantes – prevenir as lesões solares, deixar de fumar, gerir o stress, evitar infecções, proteger o corpo das baixas temperaturas 


Contribuições 
Uma Associação chamada PSO 
Promover a melhoria da qualidade de vida dos portadores de psoríase é um dos principais objectivos da Associação Portuguesa de Psoríase – PSO Portugal. 
Fundada em 2004, visa também esclarecer e sensibilizar a opinião publica acerca da doença, bem como intervir junto das entidades públicas para que a psoríase seja reconhecida como uma doença crónica.
Para alcançar estes objectivos. Aderiu à Plataforma Saúde em Diálogo, uma entidade der cooperação que reune doentes, promotores e consumidores de saúde. 
Rua Alberto Sousa nº 6. Lisboa (Bairro do Rego) Telefone 217 978 201 

Agradecimento à Revista Farmácia e Saúde pelo texto (Agosto. 2013)


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