BANCADA DIRECTA: Passos Coelho comemorou o seu 5 de Outubro que ele ajudou a desaparecer como Feriado. Tropeçando de degrau em degrau nas suas caríssimas contradições. Ora diz que não é preciso mais ajuda internacional, ora diz que para isto acontecer é necessário mais austeridade. E no horizonte vislumbram-se os cortes nas pensões de sobrevivencia

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Passos Coelho comemorou o seu 5 de Outubro que ele ajudou a desaparecer como Feriado. Tropeçando de degrau em degrau nas suas caríssimas contradições. Ora diz que não é preciso mais ajuda internacional, ora diz que para isto acontecer é necessário mais austeridade. E no horizonte vislumbram-se os cortes nas pensões de sobrevivencia

Passos Coelho comemorou o seu 5 de Outubro que ele ajudou a desaparecer como Feriado. 
Tropeçando de degrau em degrau nas suas caríssimas contradições. 
Ora diz que não é preciso mais ajuda internacional, ora diz que para isto acontecer é necessário mais austeridade. 
E no horizonte vislumbram-se os cortes nas pensões de sobrevivencia

Na Assembleia da República: outra vez o ‘nós’ ou o ‘caos’… 


Ontem, o primeiro-ministro foi ao Parlamento para iniciar a pré-campanha de sensibilização à volta das gravosas medidas de aprofundamento e alongamento da austeridade que – segundo deixou entender - integrarão o próximo orçamento de Estado (2014) Passos Coelho não conseguiu evitar que gritantes contradições ilustrassem a sua prestação. 


Disse: “que Portugal tem “praticamente todas as condições reunidas para concluir o programa [de ajustamento] com sucesso”. Entretanto tropeçou na sua própria e delirante visão, adiantando: “…que isso não significa que ‘as dificuldades desapareçam Claro que os portugueses têm a convicção de que os debates que se realizam entre o Governo e a Oposição no Parlamento pouco ou nada interessam. 
Ao lado de Passos Coelho senta-se Paulo Portas, agora todo enfunado com a sua projecção dentro da maioria governamental. O vice primeiro ministro mediatizou o termo protectorado para impressionar os portugueses. Diz que ainda faltam 3 exames da Troika para terminar o que ele diz que Portugal é um Protectorado. 

Quando acabar este Protectorado, Portugal liberta-se dos seus credores e regressa aos mercados com toda a sua punjança. Vamos entender como e porquê. O governo, mais uma vez, tenta nestas debates na AR ludibriar os portugueses. Ao seu lado esteve o vice-primeiro-ministro o homem que anuncia faltarem ‘só’ 3 exames da troika para acabar o ‘protectorado’. 


O mais provável desfecho deste programa de ajustamento - e em conformidade como este Governo o tempo gerido e executado – será, os portugueses já o perceberam, uma destas duas hipóteses: Ou um 2º resgate, ou um programa cautelar de ajuda. A diferença pode não passar de um malabarismo semântico. Tem sido invocadas diferenças de gradiente quanto à austeridade entre as hipóteses acima consideradas mas se, de facto, os programas ainda não estão desenhados, qualquer palpite não passa de uma leviana especulação confinada à escolha entre o muito mau e o péssimo. 

Quando – e se – fecharmos este PAEF (Julho de 2014) o mais certo é continuarmos sujeitos a políticas estabelecidas externamente. Isto é, mesmo que a austeridade a rodos consiga equilibrar o OE - o que se apresenta como uma total impossibilidade já que entre 2014 e 2017 necessitamos de pagar 53,1 mil milhões de euros de empréstimos que vencerão nesse período - todos sabemos que a divida soberana não vai 'cair' para os 60% (limite estabelecido pela UEF) e, portanto, a interferência dos credores não vai acabar, nem sequer diminuir. 

Logo, em nenhuma circunstância o ‘protectorado’ irá (ou poderá) acabar em 2014. Diz Passos Coelho que terá o Governo de precisar de mais tempo e de vontade política (este vector é determinante) para fazer o óbvio: reestruturar a dívida. Na verdade, O governo sabe que é impossível pagar anualmente só em juros cerca de 7 mil milhões de euros. 

Neste momento o Governo não tem credibilidade política para o fazer sem agitar – entre os ‘credores’ o terrível espectro do saldo negativo. Pretende resistir [para sobreviver] através de sucessivos adiamentos das necessárias e imprescindíveis resoluções, quaisquer que sejam os resultados do actual ‘ajustamento’. Se falhar, como é suposto, o Governo vai tentar 'de novo' para o ano, com mais austeridade. 


E isto é mais do que certo, pois já se anuncia que em Janeiro vai haver cortes nas pensões de sobrevivencia 


Mas afinal de que é que estavam à espera?

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