BANCADA DIRECTA: A saga Rui Machete. Não é grave, não é grave, não é grave" ! Perceberam? E não o demito, não demito, não demito! Contra a opinião de muitas figuras mediáticas Passos Coelho toma o partido de defender o dito cujo. Por quem eu tenho muito respeito por eu o conhecer pessoalmente. Mas no melhor pano cai a nódoa!....

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A saga Rui Machete. Não é grave, não é grave, não é grave" ! Perceberam? E não o demito, não demito, não demito! Contra a opinião de muitas figuras mediáticas Passos Coelho toma o partido de defender o dito cujo. Por quem eu tenho muito respeito por eu o conhecer pessoalmente. Mas no melhor pano cai a nódoa!....

A saga Rui Machete. 
Não é grave, não é grave, não é grave" ! 
Perceberam? E não o demito, não demito, não demito! 
Contra a opinião de muitas figuras mediáticas Passos Coelho toma o partido de defender o dito cujo.
Por quem eu tenho muito respeito por eu o conhecer pessoalmente. 
Mas no melhor pano cai a nódoa!....

No talk show - quase tão bom como o do Goucha - que a RTP anteontem ofereceu ao Sr. Passos Coelho e ao país, na vã tentativa de tornar a pessoa e a sua política mais tragáveis pelos eleitores, o 1º M, ao responder a pergunta sobre o caso Machette/Angola - a auto-humilhação de Machette perante os oligarcas locais em Luanda - o Sr 1º M de Portugal esclareceu que “Não há nada de grave". 


Não há nada de grave? Deixai-me relembrar: o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machette, em Luanda em nome de Portugal disse: “Tanto quanto sei, não há nada substancialmente digno de relevo, [Não há nada digno de relevo? De que fala Machette? Fala do inquérito-crime instaurado em Portugal pela PGR, ao Vice-Presidente e ao PGR de Angola.

São pessoas do círculo governante mais próximo do PR, José Eduardo dos Santos, detentoras de fortunas fabulosas ganhas, seguramente, à custa de muito trabalho]. E continua Machette: "... e que permita entender que alguma coisa estaria mal..." [suspeita de fuga ao fisco e lavagem de dinheiro] "para além do preenchimento dos formulários e de coisas burocráticas... " [preenchimento dos formulários e de coisas burocráticas...??!! Haja Deus...] "... e, naturalmente, informar as autoridades de Angola pedindo, diplomaticamente, desculpa, por uma coisa que, realmente, não está na nossa mão evitar” [O ministro de Estado e dos NE pede oficialmente desculpa, em nome de Portugal por, no seu país, a PGR estar a averiguar aqueles eventuais crimes graves?

E pede desculpa oficialmente em nome do nosso país por, dada esta gaita da Constituição Portuguesa e dos regimes democráticos se darem ao luxo da separação de poderes entre o executivo e o poder judicial, não estar na nossa mão - dele e do governo português - evitar. Informa assim, "diplomaticamente", que se estivesses na sua mão evitar a averiguação de crimes como esses de lavagem de dinheiro e fuga ao fisco, vindos de quem vêm, não seriam averiguados.


O Ministro de Estado e dos Negócios dos Estrangeiros de Portugal, em Luanda, pôs-se de joelhos - pôs "diplomaticamente" Portugal de joelhos - por uma má causa, por não poder evitar que se averiguam crimes graves se vierem de multimilionários do círculo governante de Angola.

Que me lembre Portugal não pede desculpa diplomaticamente a nenhum país desde D. Sancho, à Santa Sé, há perto 900 anos. E devia ter pedido, nomeadamente há uns meses atrás, à Bolívia, quando impediu, sem razão e contra as regras internacionais, uma escala técnica em Portugal ao avião do presidente daquele país colocando em risco Evo Morales. 

Anteontem, o 1º M Passos Coelho, explicou ao país que: “Não há nada de grave que, no comportamento de Rui Machete, ponha em causa nem a credibilidade do Governo nem do Estado português”. A intenção do ministro dos Negócios Estrangeiros foi “procurar apaziguar a relação com um país muito importante”.


Fiquem portanto a saber seus palermas que se um país estrangeiro tem muito dinheiro investido em Portugal, se os seus oligarcas são riquíssimos, o governo acha que não deve estar agarrado a princípios, a éticas, a honras ou prestígios nacionais e outras tretas quejandas. Passos Coelho acha que Machette não fez nada de grave ao pôr-se de joelhos em Luanda.

E para enfatizar o seu apoio pôs-se de joelhos também, aqui, no talk show da RTP. E confirmou, com convicção, que não é grave, não é grave, não é grave" ! Irra!! Não é grave.

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