BANCADA DIRECTA: Passos Coelho já sabia de antemão que a Lei da Requalificação dos funcionários públicos era inconstitucional. No seu subconsciente ainda tinha a ilusão de que o TC a deixaria passar. Mas a sua intenção era assacar culpas aos juízes do TC de que, em caso de chumbo, o país não anda para a frente por culpa deles. Dos juízes, claro!

domingo, 1 de setembro de 2013

Passos Coelho já sabia de antemão que a Lei da Requalificação dos funcionários públicos era inconstitucional. No seu subconsciente ainda tinha a ilusão de que o TC a deixaria passar. Mas a sua intenção era assacar culpas aos juízes do TC de que, em caso de chumbo, o país não anda para a frente por culpa deles. Dos juízes, claro!




Passos Coelho já sabia de antemão que a Lei da Requalificação dos funcionários públicos era inconstitucional. 
No seu subconsciente ainda tinha a ilusão de que o TC a deixaria passar. 
Mas a sua intenção era assacar culpas aos juízes do TC de que, em caso de chumbo, o país não anda para a frente por culpa deles. 
Dos juízes, claro! 

Menos de 24 horas depois do Tribunal Constitucional ter anunciado o chumbo às regras da mobilidade dos funcionários públicos, um dos eixos centrais da reforma do Estado, Passos Coelho admitiu publicamente a eventual necessidade de um segundo resgate. O primeiro-ministro afirmou que sem "uma reforma estrutural do Estado", Portugal precisará desse novo pedido de financiamento aos credores internacionais. 

E dramatizou as consequências de um segundo resgate, falando mesmo de "um calvário". Passos Coelho sabia que se o chumbo do TC se viesse a concretizar, esta atitude dos juízes criaria um buraco no Orçamento para 2014 de um valor aproximado de 167 milhões de Euros mas eventualmente subirá para um valor próximo dos 400, porque igualmente ficam fragilizadas as previstas rescisões amigáveis dos funcionários públicos, pelo menos no que se refere à sua eficácia processual. 

Di z então Passos Coelho:"Se não formos capazes nos próximos meses de sinalizar aos nossos credores esta reforma estrutural do Estado, que garanta que a despesa do Estado desça de forma estruturada, não estaremos em condições de prosseguir o nosso caminho sem mais financiamento, sem um segundo programa que garanta ao Pais os meios de que ele precisa", . 


"Tenho dúvidas que um segundo programa não exija, do ponto de vista dos nossos credores externos, que essas condições sejam garantidas pelo país. Por isso espero com honestidade que possamos evitar esse calvário que seria negociar um segundo programa de apoio em que das contrapartidas que os nossos credores oficiais exigiriam seriam ainda piores do que as actuais", concluiu. 

No entanto Paulo Portas no seu discurso de ontem afirmou que existem outras alternativas para superar este chumbo e que não se recorra a segundo resgate. 

Não me digam que novamente o caldo está prestes a entornar-se com estas declarações contraditórias.

Caros leitores. eu não vos dizia que andava por aqui uma açorda de marisco mal cheirosa?

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