BANCADA DIRECTA: Constituição para que te quero? Se é um problema de interpretação e bom senso e deitar para as costas o rigorismo das suas regras mais vale mandar a dita às urtigas

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Constituição para que te quero? Se é um problema de interpretação e bom senso e deitar para as costas o rigorismo das suas regras mais vale mandar a dita às urtigas

Constituição para que te quero? 
Se é um problema de interpretação e bom senso e deitar para as costas o rigorismo das suas regras mais vale mandar a dita às urtigas 

Foi agora a questão das limitação dos mandatos autárquicos, que foram resolvidos a favor daqueles que pretendem continuar com o poder nas mãos. Antes foi a declaração de inconstitucionalidade de algumas regras na Lei da Requalificação. 

Passos Coelho em alto e bom som declarou que a Constituição teria de ser analisada com bom senso e interpretá-la de modo que favorecesse as suas pretensões. É um tema que nos vai entreter durante uns tempos e a que podemos chamar “ A Guerra da Constituição”. Será uma versão aligeirada das “Guerras do Alecrim e da Mangerona” ou talvez um modo suave mas dramático na sua conclusão que foi “A Guerra das Rosas”. 
Claro que os detractores das decisões do Tribunal Constitucional afirmam concretamente que estas decisões irão bloquear o país e se não conseguirmos cumprir o programa de ajustamento a culpa será dos juizes que chumbaram as Leis do Governo, sancionadas no Parlamento pela maioria no poder, e que os ditos juizes que descalcem a bota. 

O lamentável tom argumentário dos adeptos do Governo é tal que, pelo simples facto do governo ser obrigado a cumprir as leis da República e as decisões judiciais já nos ameaçam, como consequência, com mais aumentos de impostos e com um segundo resgate. 

E há um bom lote de apaniguados que repete isto até à exaustão, como se uma mentira mil vezes repetida se transformasse em verdade. A “guerra da Constituição” é um subproduto antidemocrático, alimentado por este governo para esconder os desaires das suas políticas. 

Um país sem lei, sem tribunais, nem “forças de bloqueio” era o que a coligação que nos governa desejava, para poder espalhar a miséria à sua vontade. 

Já conhecemos um país assim. Acabou em Abril de 1974.

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