BANCADA DIRECTA: A Santa Inquisição em Portugal. Em 20 de Setembro de 1540 realizou-se em Lisboa o primeiro “Auto de Fé”. Faz hoje precisamente 473 anos

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A Santa Inquisição em Portugal. Em 20 de Setembro de 1540 realizou-se em Lisboa o primeiro “Auto de Fé”. Faz hoje precisamente 473 anos

A Santa Inquisição em Portugal. 
Em 20 de Setembro de 1540 realizou-se em Lisboa o primeiro “Auto de Fé”. 
Faz hoje precisamente 473 anos 

Portugal, tal como a Espanha, alinhou pelos mesmos principios que levaram o horror e a tortura a populações que não professassem o catolicismo. 


O INÍCIO DA INQUISIÇÃO EM PORTUGAL – 

A inquisição começou suas atividades em Portugal em 1536, a pedido do católico “piedoso” João III, rei de Portugal. Era filho de D. Manoel com uma princesa espanhola, não a do primeiro casamento, que morrera ao dar à luz. 

Era portanto, neto dos reis católicos de Aragão e Castela. Todavia, muito antes desse tempo os efeitos da inquisição já se faziam sentir na terra lusitana. D. João III, um ano após sua coroação, pediu que o papa Adriano VI autorizasse a criação de um tribunal da inquisição em Portugal. 

Esse papa havia sido inquisidor geral na Espanha no seu tempo de cardeal. Sua morte atrasou a instalação do fatídico tribunal em 14 anos, enquanto o seu sucessor, Clemente VII, e depois Paulo III, parecendo simpatizar com a causa dos judeus, recebiam suborno de ambos os lados. 

Por fim Paulo III não resistindo as polpudas quantias oferecidas, decidiu-se pelos interesses de D. João III, e o tribunal foi instalado em 1536. D. João III sempre fora inimigo dos judeus, mas só agora, como rei de Portugal, pode dar vazão ao ódio herdado com certeza de Isabel, sua avó, na tentativa de eliminar os judeus do seu reino. 

Antes da instalação do tribunal já aconteciam coisas absurdas, como vimos, no tempo de D. Manuel e anterior a ele. Eram as mesmas perseguições, as mesmas violências e as principais vítimas eram sempre os judeus. 
OS TRIBUNAIS PORTUGUESES – 

O primeiro tribunal funcionou em Évora. No dia 20 de setembro de 1540, desfilaram pelas ruas de Lisboa os primeiros condenados pela inquisição de Portugal. Somente no dia 23 de outubro foram condenados à fogueira as primeiras vítimas, quatro homens e uma mulher. 

O tribunal de Lisboa realizou 248 autos, condenando 7.666 pessoas, e o maior auto desse tribunal foi realizado no dia 24 de março de 1631, quando condenou 180 pessoas de uma só vez. Esse tribunal funcionou até 7 de agosto de 1794. Em Évora, o tribunal realizou 164 autos, com 9.973 condenações, tendo condenado 249 pessoas de uma só vez, no dia 30 de junho de 1630. funcionou de 22 de outubro de 1536 a 16 de setembro de 1731. Em Goa, realizaram-se 71 autos, com 4.167 condenações, sendo o maior ato o dia 5 de setembro de 1734, com 136 pessoas condenadas. 

Funcionou de 1600 a 7 de fevereiro de 1773. Finalmente, em Coimbra, foram realizados 277 autos de fé, com 9.543 condenações, sendo que só no primeiro dia de fevereiro de 1734, foram condenadas 273 pessoas nesse tribunal saiu penitenciado o grande padre Antonio Vieira, que se queixou ao papa Clemente X. e esse papa, em 18 de novembro de 1674, mandou fechar a inquisição em Portugal e perdoar todos os 142 sentenciados do auto desse dia. 

Infelizmente, ela foi reaberta pelo papa Inocêncio XI, em 21 de setembro de 1681, após 7 anos de descanso para a população sofrida, ocasião em que houve um grande repique de sinos e luminárias por 4 dias.

Agradecimento ao Dr Paulo Brandão

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