BANCADA DIRECTA: Quem sai aos seus não degenera. O Portugal de hoje e a classe politica que temos. Claro que agora a titular actual não se esqueceu do seu discípulo.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Quem sai aos seus não degenera. O Portugal de hoje e a classe politica que temos. Claro que agora a titular actual não se esqueceu do seu discípulo.

Quem sai aos seus não degenera. 
O Portugal de hoje e a classe politica que temos. 
Claro que agora a titular actual não se esqueceu do seu discípulo. 

 Joaquim Pais Jorge (JPJ) é o novo secretário de estado do Tesouro, escolhido pela ministra das Finanças que a decência obrigaria ambos a imediata demissão do Governo pela sua ligação aos negócios dos swap que, até 27/06/2013, já tinham levado, o governo a entregar mil milhões de euros aos bancos que os impingiram a empresas públicas a troco de nada. 

E se o contrato fosse com os eleitores, o governo invocava a crise e, é claro, não pagava, mas como o governo é o governo dos mercados, pagamos nós aos bancos. E a conta ameaça chegar aos 3 mil milhões. Embora os iluminados digam que estes pagamentos são causados pela herança do Governo anterior. Errar todos erram, mas não fazer nada para remediar e tendo todas as possibilidades para o fazer é que é grave. 

Em Abril deste ano foram demitidos do Governo dois secretários de Estado, Paulo Braga Lino, da Defesa, e Juvenal da Silva Peneda, adjunto do ministro da Administração Interna, por terem estado envolvidos na celebração de contratos swap quando diretores na Metro do Porto e na STCP. 


Então será diferente a situação de Joaquim Pais Jorge? É. Cada caso é um caso e o dele não parece ser eticamente melhor. O Governo de Passos/Portas/Cavaco ou de Cavaco/Portas/Passos, se preferirem, resiste a demitir JPJ. Em especial a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque e percebe-se bem porquê, ela própria também tem um passado swap. 

Enquanto os secretários de estado demitidos tinham nas anteriores funções celebrado contratos swap com bancos Joaquim Pais Jorge tentou nas suas funções de quadro superior do Citibank convencer , ainda que sem sucesso, o governo de Sócrates a comprar esses “excelentes” contratos . Excelentes para o Citibank, claro e como bónus informava que isso permitia, como fez o governo grego, esconder aos olhos da União Europeia, parte da dívida do Estado. 

A situação deste secretário de Estado é diferente das dos outros? É. Os outros foram compradores e este era vendedor e vendedor que tenta convencer oferecendo ao governo português a oportunidade de uma fraude. Então perguntamos nós se nestas situações não haverá dois pesos e duas medidas para avaliar os comportamentos destes senhores? 

Claro que não temos duvidas que mais cedo ou mais tarde este senhor e esta senhora serão responsabilizados pelos seus actos. 

 Para que conste.


Sem comentários:

Obrigado Pela Sua Visita !