BANCADA DIRECTA: Eleições para que te quero nesta altura? Mario Soares bem tem razão para que Seguro seja mais agressivo no seu discurso. O irrevogavel Paulo Portas resvala para uns míseros 3% de intenções de voto. É a sondagem da Universidade Católica

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Eleições para que te quero nesta altura? Mario Soares bem tem razão para que Seguro seja mais agressivo no seu discurso. O irrevogavel Paulo Portas resvala para uns míseros 3% de intenções de voto. É a sondagem da Universidade Católica

Desta vez o inquilino de Belém tinha razão. Ainda não era nesta altura a ideal para marcar eleições antecipadas. Isto porque no entender das sondagens que têm vindo a conhecimento o resultado previsível ainda não dá a maioria absoluta ao Partido Socialista.

Claro que muitos poderão dizer que as sondagens valem o que valem e só na noite das eleições é que a verdade dos resultados poderão indicar a possibilidade ou não de se governar com estabilidade.

É verdade que o Partido Socialista é o que está mais perto de conseguir esse objectivo. Mas ainda falta muito para poder ter essa ideia como um facto mais ou menos garantido, melhor dizendo, com grandes possibilidades.

Limito-me a dar razão ao PR em não ter marcado eleições, apesar de não lhe reconhecer qualidades de isenção e mérito para o cargo. Não havia, face às perspetivas, alternativa.

Penso que cabe ao PS uma profunda reflexão sobre a sondagem, sobre a oposição que tem vindo a fazer e, em última análise, sobre a liderança que tem conduzido o partido.

Face ao indiscutível falhanço político do atual Governo, reconhecido pelo seu principal responsável dos dois últimos anos, Vítor Gaspar, face à ausência de liderança e à troca de papéis entre um partido que parece valer 32% com outro que se fica pelos 3%, com os escândalos que se acumulam e as traições internas no seio da coligação, ter 35% das intenções de voto é para o PS motivo de reflexão profunda e de um sobressalto que lhe dê o impulso de que o país necessita.

Quem se interessa por política e, sobretudo, pelo futuro do seu país, não pode manter-se indiferente às sondagens que, cada vez mais se aproximam da realidade, no momento da recolha de opiniões.

Dois factos importantes:

O primeiro refere-se à experiencia e saber de Mario Soares em definir os contornos de comportamento dos leaders partidários para alcançarem resultados elitorais de mérito Conheço muito bem Mário Soares desde 1969 e sei analisar as suas intervenções publicas com discernimento. Por isso lhe dou inteira razão quando ele diz que Antonio José Seguro tem de ser mais agressivo no seu discurso politico/partidário e não dar mostras de uma tolerancia que pode comprometer os ideais socialistas.

O segundo facto refere-se que neste período Paulo Portas dirigirá um Conselho de Ministros. Então vai verificar-se a situação de um leader de um partido que está governar o país ter apenas nesta sondagem 3% das intenções de voto. São as incongruencias desta coligação
governamental e, no minimo, deveria envergonhar os dirigentes do PSD

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