BANCADA DIRECTA: Por cá, cada vez estamos melhor. É a ideia que os iluminados da treta nos querem impingir. Como a divida aumentou brutalmente no 1º semestre 12 mil milhões de euros, percebe-se agora o alcance da tal “salvação nacional”.O nosso cronista e especialista em finanças Luís Pessoa diz de sua justiça sobre este tema.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Por cá, cada vez estamos melhor. É a ideia que os iluminados da treta nos querem impingir. Como a divida aumentou brutalmente no 1º semestre 12 mil milhões de euros, percebe-se agora o alcance da tal “salvação nacional”.O nosso cronista e especialista em finanças Luís Pessoa diz de sua justiça sobre este tema.



Por cá, cada vez estamos melhor. 
É a ideia que os iluminados da treta nos querem impingir. 
Como a divida aumentou brutalmente no 1º semestre 12 mil milhões de euros, percebe-se agora o alcance da tal “salvação nacional”.
O nosso cronista e especialista em finanças Luís Pessoa diz de sua justiça sobre este tema. 

 POR CÁ, CADA VEZ ESTAMOS MELHOR! 


 
A dívida do Estado, soubemos agora, aumentou em 12 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano, apesar de todos os cortes, de todos os impostos brutais, de toda a miséria adicional. 2 mil milhões por mês! Percebemos agora a tal “salvação nacional” de que falava o inquilino de Belém. Manuel Ferreira Leite tinha razão, alguma coisa estava escondida para que Gaspar fugisse e o Portas simulasse. 

A ideia era simples: Com a “salvação nacional” metia-se no barco o PS e Seguro. Só assim se pode explicar que alguém fosse capaz de ficar sereno quando lhe chamam incompetente e incapaz, como aconteceu com Passos Coelho. Primeiro foi Gaspar, que o pôs na galeria dos incompetentes e depois o próprio Cavaco ao explicar em primeiro lugar as razões para não ir para eleições antecipadas e só depois avançar para a “salvação nacional”. 


Um indivíduo que tivesse coluna vertebral e estivesse há dois longos anos ao leme, jamais toleraria que lhe impusessem o diálogo e o acordo com o seu principal opositor, em nome de uma “salvação nacional”, sinal de que tudo estava em completa derrocada para precisar de salvação! Alguém que tivesse coluna vertebral apresentava a demissão, imediatamente! 

Portanto, o sinal de Belém pareceu ser: Esfrangalhaste tudo e só lá vamos com uma “santa aliança” com o PS para tentar salvar esta coisa que tu destruíste completamente. Trata de dialogar e trazer o Seguro, ou então… Como o Seguro não quis ou não foi autorizado, a solução de Belém foi, em vez de demitir o incompetente, voltar a ele! Voltou ao mesmo incompetente destruidor, para que possa continuar o seu metódico trabalho! Pelo meio, SETE avaliações da chamada troika com sucesso! Pelo menos, foi o que nos venderam! Tudo corria bem, o “ajustamento” estava óptimo! A troika dava nota positiva por SETE vezes. E no fim… “salvação nacional”? 

Os nossos leitores acrescentem lá mais 12 mil milhões neste 1º semestre de 2013. Aumento brutal

Não éramos a Grécia, éramos quase a Irlanda, mas afinal… “salvação nacional”? Como é isso? Sabemos que Belém e PSD rolam a par. Que o inquilino de Belém é mentor e orientador deste governo, que agora pouco mais será do que um governo de confiança presidencial informal, digamos assim. Cavaco falou e foi para as cagarras madeirenses, mas quando falou referiu-se a tudo menos aos cidadãos. Falou dos mercados, dos credores internacionais que tinham de ter confiança, mas não achou necessária a confiança dos cidadãos, esses tipos que só atrapalham. Esqueceu-se só de um pormenor: Lá fora, NINGUÉM acredita em nós! 


Os credores que em 2011 eram maioritariamente estrangeiros, livraram-se de tudo o que cheirava a Portugal e foram os nossos bancos falidos que compraram a dívida, a mando do governo, que andaram nos leilões de que o Gaspar se gabava, a adquirirem dívida! Hoje, pasme-se, mais de 90% da dívida do Estado está em mãos nacionais, entenda-se, dos bancos à beira da falência! 

Portanto, o Cavaco e similares não precisam de invocar os credores internacionais porque, para além da troika, não os há, praticamente! E muito menos haverá depois da saída da troika, porque a menos que haja um surto de caridade da UE, os juros de Portugal saltarão para valores inimagináveis quando faltar a “almofada” troikeira. Retemos, então, que a dívida nunca foi tão elevada e só sabemos que uma parte dos 78 mil milhões de euros que a troika cá meteu foi para os bancos, para estes irem comprar dívida do Estado, em vez de irem para a economia! 

Sabemos, também, que o resto do dinheiro não se entende para onde foi! Teoricamente, com os cortes de salários e pensões, com os impostos a níveis impensáveis, a dívida disparou para mais de 120% do PIB, quando não chegava aos 100% no momento em que este governo chegou ao tacho! Ora, o Sócrates fez muitas asneiras, arranjou-nos um BPN e afins, mas ao pedir o resgate, era suposto que os 78 mil milhões de euros fossem para equilibrar as coisas. A dívida subiria nesse montante, mas os restantes indicadores seriam normais. Nada disso aconteceu! 

A dívida disparou e continua a subir; o défice está em valores inacreditáveis, de mais de 7% reais; o desemprego continua em subida; os cortes aos funcionários, que o governo dizia ser o preço a pagar para não haver despedimentos, não só foram feitos como os despedimentos vão acontecer; etc. Voltamos ao que aqui escrevemos há dois anos, a dívida dos estados, de todos os estados, nunca poderá ser paga! Os credores, aqueles que parecem ser os credores a quem devemos obediência, não o são, porque a dívida está nos bancos, que o Estado está obrigado a capitalizar pela EU, com dinheiro emprestado pelas troikas! 

Ou seja, com a bênção dos Estados e contando para as suas dívidas, a troika empresta “X”, mas com a obrigatoriedade de “capitalizar” a banca, que recebe o dinheiro a 0,5%. Mas, em vez de colocar esse dinheiro na economia, nas empresas, a juro razoável, decide não correr riscos e portanto, concertada com os governos, vai aos leilões comprar a dívida dos Estados, a 6% ou mais! Dá para entender as pescadinhas de rabo na boca, não dá? 

No nosso caso, dos 78 mil milhões de euros, uma parte era para capitalizar a banca, mas entrou nas contas do Estado fazendo subir a dívida. Depois a banca pagou o favor, comprando a dívida em leilões, simulando que havia muita credibilidade internacional e muita confiança, ao ponto do Estado conseguir colocar toda a dívida! À boleia da credibilidade internacional dos investidores (pura treta, os investidores acham Portugal lixo tóxico total e investem cá ZERO), o governo coloca o seu programa de ataque aos cidadãos, impostos altíssimos, cortes de despesa social, privatizações criminosas, enfim, aplica a sua agenda política de direita, acenando com o que os investidores nos podem vir a fazer se não lhes pagarmos o que o governo diz que lhe devemos! 

 Se a isto tudo acrescentarmos que as exportações são uma treta, porque só divulgam os montantes das exportações, em milhões de euros, mas não dizem o que se exporta, em que quantidades e a que preços! Sabemos que há empresas que estão a exportar abaixo do preço de custo, ou seja, com prejuízo para concorrer com chineses, indianos e afins e por isso cairão mais à frente! E como os aumentos das exportações têm como base importante produtos que não são nossos (combustíveis, automóveis), facilmente verificamos que não passa de uma imensa treta! 

Esperamos, com redobrada expectativa as próximas avaliações troikeiras, que vão ser absolutamente positivas e com sucesso, mesmo sem o Gaspar! Os indicadores vão ser todos demolidores, pela negativa, mas estamos a ajustar tão bem, que o governo nos vai dizer que até a UE ficou abismada! Vai uma aposta? 

Luís Pessoa

Marinhais, 2013.07.24 

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