BANCADA DIRECTA: O expulso Alvaro Santos Pereira, ex ministro da Economia e do Emprego não era um palhaço. Aliás ele teve artes de revelar que os portugueses quando são tratados por “senhor doutor” mostram-se possuidores de uma vaidade snobeira.. Ele tinha razão. Doutores, doutores, são só os médicos!

domingo, 28 de julho de 2013

O expulso Alvaro Santos Pereira, ex ministro da Economia e do Emprego não era um palhaço. Aliás ele teve artes de revelar que os portugueses quando são tratados por “senhor doutor” mostram-se possuidores de uma vaidade snobeira.. Ele tinha razão. Doutores, doutores, são só os médicos!

O expulso Alvaro Santos Pereira, ex ministro da Economia e do Emprego não era um palhaço. 
Aliás ele teve artes de revelar que os portugueses quando  são tratados por “senhor doutor” mostram-se possuidores de uma vaidade snobeira. 

Quando pediu que o tratassem apenas por “Alvaro” criou logo anti corpos do tamanho da Torre de Babel. Aliás nos Estados Unidos só se trata por doutores os médicos. Mas por cá os bachareis, os mestres, nem que seja de um cursozito qualquer a partir de Bolonha não abdicam de que os tratem por doutores. 

 Alvaro Santos Pereira teve a ombridade de dizer, mal iniciou funções no Governo dos iluminados de Passos Coelho, que era um alvo remodelável em contínuo e mal pronunciou a frase de que não o tratassem por doutor mas sim por Alvaro, teve logo a consciencia de que era um alvo que mais tarde ou mais cedo seria abatido. 

Claro que ele não era a sumidade em estratégias económicas que Passos pensava que ele fosse. A cara risonha quando discursava, que contradizia com a gravidade que os numeros do desemprego sempre mostravam e aumentavam desde que era o ministro da tutela, não foi só a causa da sua inadaptação para o lugar. 

A inocencia de Álvaro desafiou a ética almoçarista que rege a pátria. É no circuito almoçarista que se decidem as prebendas, numa espécie de contrabando de intrigas, boatos e boutades. Sim, é verdade que este professor das Américas não conhecia o país (os gráficos não são o país) e, por essa razão, nunca devia ter sido ministro da economia. Álvaro afirmou, e bem, que os portugueses deviam ter orgulho nos seus produtos, porque esse orgulho é fundamental na hora das exportações. 


A título de mero exemplo, o pastel de nata surgiu nesse raciocínio. Esta consideração foi catalogada como uma gaffe. Mas pensemos positivo, se o pastel de nata foi considerado uma gaffe, não é menos verdade que tempos depois já havia um sujeito a exportar donuts para a China nos moldes do pastel de nata bem português. Curioso que este modelo de pastel de nata faz as delicias dos chineses e já há empresas em vias de iniciarem processos de exportação do mesmo produto. 
Mas Alvaro já estava queimado. Não é por se ser professor universitário no Canadá, ter um blogue  (desmitos) com assuntos de economia de mercado e ter publicado um livro a apontar soluções para melhorar a economia, que bastava para ter exito num país em crise e com muita falta de valores criativos. E que ele não  conhecia  esse paísna realidade.

E então a palhaçada derrotou-o impiedosamente.

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