BANCADA DIRECTA: Digam o que disserem. Justifiquem-se da melhor maneira que puderem. Assaquem as culpas para aqueles que queriam armadilhar. Mas a verdade é inexorável. Sofreram uma derrota colossal. E o Povo tirará daí as suas conclusões. Com defuntos não se conta. Quem conta para as suas vidas são os vivos!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Digam o que disserem. Justifiquem-se da melhor maneira que puderem. Assaquem as culpas para aqueles que queriam armadilhar. Mas a verdade é inexorável. Sofreram uma derrota colossal. E o Povo tirará daí as suas conclusões. Com defuntos não se conta. Quem conta para as suas vidas são os vivos!

Uma derrota "colossal" 

Domingo 21 de Julho. 

São 20 horas e trinta minutos. 

Perante as câmaras de televisão e com o povo à escuta e olhos de ver Cavaco Silva levanta o braço do seu canto e dá o combate por terminado. De seguida atira a toalha para o meio do ringue e já sabe o resultado que nunca seria dado por um grupo de juizes, mas foi por ele. Manteve o Governo em plenitude de funções, afirma que tem plena confiança em Passos e Portas e dá-lhes o privilégio de governaram até ao fim da Legislatura. 

Foi bonito, não haja dúvidas. Já era esperado o seu veredicto, não houve surpresa. Mas ele próprio não terá ilusões. Esta solução não durará muito tempo. Com a veleidade e leviandade de Portas e com a incompetencia de Passos o Governo continuará a voar sobre um ninho de cucos E continuará a disparar na direcção dos mais fracos, protegendo o grande capital e os grandes grupos económicos. 

E será um fiel subserviente das decisões da famigerada troika 


Neste passado Domingo pelas 20H30, perante as camaras de televisão, Cavaco veio confessar ao povo português que a solução encontrada para ainda dar vida a um corpo defunto não era a melhor solução. Melhor dizenco Cavacio veio confessar ao povo português a sua tremenda derrota pessoal quando procurou que três partidos, sabendo ele que um dos partidos era totalmente contra a politica dos outros dois e que era esta a melhor solução para a crise que os dois partidos que alimentam a austeridade do Governo criaram. Cavaco Silva, sem surpresa, atirou a toalha ao chão.

Veio confessar ao país o falhanço da “sua melhor solução” para a grave crise política. A sua derrota é também uma rendição ao governo defunto e descredibilizado não apenas perante qualquer pessoa em seu juízo mas perante si próprio como o prova ter deixado de fazer de morto e de intervir na zaragata suicida do governo. A justificação que achou necessário dar, com abundância de argumentos, sobre a sua iniciativa merece reflexão. Ela resume-se à sua profunda convicção não só da possibilidade como da naturalidade de os partidos abdicarem de aspetos fundamentais da sua orientação para apoiarem outro partido com política oposta em nome de um suposto interesse nacional em linha com as concepções de muitos governos do antigamente.. 

Cavaco Silva não é um salazarista mas, ainda que inteligente é um político medíocre cuja concepção da política e da democracia se mantem tributária da cultura de um seguidismo alinhado com os interesses economicos dos grandes grupos do capital.. Cavaco Silva para defender o governo da direita tem de engolir os sapos que o compõem e que ele detesta. 


Cavaco Silva sofreu uma severa derrota e pôs-se a jeito para averbar as que aí vêm com a ressurreição, ao fim de 15 dias, do defunto governo de Passos Coelho e Paulo Portas. Cavaco Silva com a sua inconsequente intervenção só agravou a crise política. A superação da crise, só possível com eleições, necessita de uma ajuda indispensável, a ajuda da rua,. 

Necessita do protesto das vítimas das imposições da troika e do up grade delas feito por este governo rendido aos credores. 

Necessita da luta dos portugueses que não aceitam o esvaziamento democrático do regime nascido com o 25 de Abril. Necessita da revolta dos portugueses condenados ao desemprego, ao empobrecimento e ao roubo do seu futuro.

 

Sem comentários:

Obrigado Pela Sua Visita !