BANCADA DIRECTA: Com papas e bolos se enganam os tolos.. Nem há dinheiro para o dia a dia para sobrevivencia quanto mais para se arranjar despesas….

domingo, 2 de junho de 2013

Com papas e bolos se enganam os tolos.. Nem há dinheiro para o dia a dia para sobrevivencia quanto mais para se arranjar despesas….

Com papas e bolos se enganam os tolos.
Nem há dinheiro para o dia a dia para sobrevivência quanto mais para se arranjar despesas…. 

IVA. Quer receber de reembolso 250 euros? 

Terá de gastar 9 mil este ano 

Benefício do IVA obriga a gastar 9 mil euros em reparação automóvel, cabeleireiro, restauração ou alojamento O governo vai aproveitar o Orçamento Rectificativo que será esta manhã entregue na Assembleia da República para remendar uma das suas propostas para este ano, apresentada há nem 12 meses. 
No final de Julho do ano passado o executivo avançou com a criação de uma dedução em IRS de 5% do IVA pago pelos consumidores, limitando o benefício a 250 euros num ano. A medida tentava combater a evasão fiscal, mas deixava de fora mais de 80% das famílias portuguesas - aquelas com salários mais distantes dos patamares de consumo exigidos para ter acesso à totalidade da dedução.
Agora, para corrigir o tiro, o governo decidiu aumentar a dedução para 15% do valor gasto em IVA, mantendo todavia o limite dos 250 euros de dedução em IRS. Com esta alteração, as famílias portuguesas que ainda têm rendimentos terão de gastar durante este ano um total de 9 mil euros em reparações automóveis, restaurantes, cabeleireiros ou em alojamento para conseguir alcançar os 250 euros de dedução máxima. 

Os 9 mil euros - dos quais 1668 euros só em IVA -, representam um esforço mensal neste tipo de despesas a rondar os 743 euros. Pouco menos que o ordenado médio praticado em Portugal. Ontem, Marques Guedes, ministro da Presidência, justificou a alteração com o sucesso da própria medida. O governante salientou que o executivo com esta ideia conseguiu melhorar "significativamente o combate à evasão fiscal, garantindo uma participação activa dos cidadãos". 


Foi por isso que decidiu "triplicar de 5% para 15% o valor de dedução em sede de IRS" do IVA pago pelos contribuintes. 


ORÇAMENTO RECTIFICATIVO 

A criação de uma série de medidas inconstitucionais pelo governo no Orçamento do Estado para este ano obrigou o executivo a avançar agora com um Rectificativo. Além das alterações nas deduções em IRS, ontem o governo deu a conhecer alguns pormenores do documento, não falando, contudo, na nova austeridade que o diploma traz consigo. 


 Luís Morais Sarmento, secretário de Estado do Orçamento, avançou que o Rectificativo inclui um "aumento das despesas nas áreas sociais", nomeadamente na Caixa Geral de Aposentações, além de uma subida dos gastos com pessoal, já que os cortes de subsídios de férias na função pública violavam a Constituição, tendo de ser repostos. Por outro lado, salientou, há uma "redução na gestão da dívida pública, onde beneficiamos da descida dos juros", em que será possível gastar menos 330 a 340 milhões de euros este ano, valor empurrado para outros anos. 


O governo adiantou ainda que haverá cortes em quase todos os ministérios, não especificando mais pormenores. Além dos avançados, ficou muito de fora. Apesar de a ideia que o executivo tentou transmitir ontem ter sido que vai cumprir o prometido, ou seja, não aumentar impostos, há todavia uma nova ronda de austeridade inerente a este Orçamento Rectificativo. 

Falamos do alargamento dos horários de trabalho na função pública de 35 para 40 horas, e dos cortes no subsídio de desemprego e de doença. Estes cortes, de 6% e 5%, foram declarados inconstitucionais mas o executivo deu a volta à medida, assegurando agora que ninguém poderá ficar a ganhar menos de 419,22 euros depois dos cortes. Já em Julho entrará ainda em vigor o aumento dos descontos para a ADSE, de 1,5% para 2,25% e depois para 2,5% em Janeiro, o que afectará tanto os funcionários públicos como os pensionistas da ADSE com uma reforma superior a 485 euros brutos.


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