BANCADA DIRECTA: Portugal de hoje. Reformados. O drama daqueles que tendo reformas baixas ainda vão sofrer cortes nas mesmas. Veio-me à memória aquele filme italiano de Vittorio de Sica e que era o Umberto D.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Portugal de hoje. Reformados. O drama daqueles que tendo reformas baixas ainda vão sofrer cortes nas mesmas. Veio-me à memória aquele filme italiano de Vittorio de Sica e que era o Umberto D.

Portugal de hoje. 
Reformados. 
O drama daqueles que tendo reformas baixas ainda vão sofrer cortes nas mesmas. 
Veio-me à memória aquele filme italiano de Vittorio de Sica e que era o Umberto D.  
A citação do filme foi-me recordada pelos meus caros amigos Bruno Sena Martins e Daniel Oliveira. 
Filipe Pinhal, reformado do BCP. Tem uma reforma milionária, mas mesmo assim não quer cortes muito grandes na mesma. Encabeça um escandaloso "Movimento de Indignados". 

Pego no tema e disparo Grandes preocupações afligem neste momento os reformados e pensionistas com o possíveis cortes nos valores das suas reformas e pensões. Ainda não se sabe, mas as reformas mais baixas devem ser atingidas. Nem quero comentar as atitudes escandalosas de alguns reformados que tendo valores altos nas mesmas não querem sofrer cortes significativos, esquecendo-se daqueles que têm reformas de miséria... 

 Parece que Filipe Pinhal (terá visto reduzida a sua reforma para 14 mil euros) encabeça um movimento de reformados indignados, seguindo a linha antes trilhada por Aníbal Silva, o reformado presidencial que mal tem para as suas despesas. Sem vergonha, falam espezinhando olimpicamente o destino de tantos reformados que por excesso de vergonha jamais falarão da miséria em que caíram 

Nos anos cinquenta correu em Portugal um filme italiano, integrado na corrente do neo-realismo italiano chamado “Umberto D”. Lembro-me perfeitamente de ter visto na altura esse filme, salvo erro, no Cinema Ginásio. Esta filme foi contemporâneo de grandes obras primas advindas de Itália, tal como o “Arroz Amargo”, “Céu sobre o Pantano”, Ladrões de Bicicletas” ,"Milagre de Milano", Stromboli,, "Roma Cidade Aberta" e tantos outros. Mais tarde ainda apareceu o filme “Feios, Porcos e Maus, já numa fase descendente dessa escola cinematográfica 

 Nesse filme "Umberto DF conta-se a historia de um reformado da função publica italiana que é despejado de sua casa por não poder pagar o aluguer de sua casa. Ele até nem se importa com o mal que possa sofrer mas fica preocupado com o destino de um cão que ele não tem hipóteses de ficar com ele e sustentá-lo, já que é atormentado pela ideia de se suicidar. 

 Quantos casos semelhantes ou parecidos não acontecem por este Portugal à mercê das diatribes de governantes que são insensíveis à nossa miséria social dos reformados e pensionistas. 

Contribuições 
Sinopse 
Umberto D. é um clássico inesquecível sobre o drama da velhice e marca o apogeu da parceria entre o mestre Vittorio De Sica e o roteirista Cesare Zavattini, a dupla responsável por obras-primas do neo-realismo italiano, como Ladrões de Bicicleta, Milagre em Milão e Vítimas da Tormenta. Itália. Início dos anos 50. Enquanto a economia do país renasce, os idosos sofrem com as miseráveis pensões dadas pelo governo. Em Roma, Umberto Domenico Ferrari, um funcionário público aposentado, é despejado por não conseguir pagar o aluguel de seu quarto. Na companhia de seu único amigo, o cachorrinho Flik, Umberto vaga pelas ruas, buscando apenas um objetivo: viver com dignidade. Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro, Umberto D. é um daqueles filmes que ficam para sempre em nossa memória. 

Elenco 

Carlo Battisti .... Umberto Domenico Ferrari 
Maria-Pia Casilio .... Maria 
Lina Gennari .... Antonia 
Ileana Simova 
Elena Rea 
Memmo Carotenuto 

D. Umberto (1952) conta-nos a história de um reformado subitamente atirado para a miséria após uma drástica redução do valor da sua pensão (instrutivamente, o filme começa com uma carga policial sobre uma manifestação de reformados). Despejado, humilhado, D. Umberto deambula, hesitando suicidar-se por não saber o que será de Flick, seu cão e companheiro de velhice.


Umberto D

A sequencia final

2 comentários:

Anónimo disse...

Emocionante este final.
Zé Lisboa

Adriano Ribeiro disse...

Concordo plenamente
Abraço
Adriano Rui Ribeiro

Obrigado Pela Sua Visita !