BANCADA DIRECTA: Incrível como o nosso dinheiro que nos sacam em impostos dá para estes negócios! Estado paga quase meio milhão de euros para analisar 'swaps'

domingo, 5 de maio de 2013

Incrível como o nosso dinheiro que nos sacam em impostos dá para estes negócios! Estado paga quase meio milhão de euros para analisar 'swaps'


Incrível como o nosso dinheiro que nos sacam em impostos dá para estes negócios! 
Estado paga quase meio milhão de euros para analisar 'swaps' 

O destaque 


Consultora Storm Harbour foi a mais barata de cinco propostas para avaliar o risco dos contratos. A Agência de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) pagou 497 mil euros à consultora britânica Storm Harbour para avaliar o risco dos swaps das empresas públicas. Foram já encerrados 14 contratos, com uma redução de 500 milhões nas perdas e o Governo pretende conseguir o dobro. In Expresso on-line 

O desenvolvimento ( a partir de um texto publicado no site “esquerda.net” 

Swaps: 

Governo contratou responsável por negócio ruinoso de 2003 

O IGCP, liderado pelo ex-Goldman Sachs João Moreira Rato, pagou meio milhão de euros a uma equipa de assessores por seis meses de trabalho a decifrar os contratos swap das empresas públicas. Entre eles está o antigo representante do Citigroup que assinou a ruinosa titularização da dívida com Barroso e Ferreira Leite. Paulo Gray assinou pelo Citigroup a titularização das dívidas fiscais portuguesas em 2003. Dez anos depois, está de volta aos negócios com o Governo PSD/CDS. 

Paulo Gray

A empresa StormHarbour - apelidada na imprensa de "boutique financeira" - foi contratada por ajuste direto pela Agência de Gestão do Crédito Público (IGCP) para decifrar as cláusulas dos contratos swap assinadas pelas empresas públicas com a banca internacional. Na prática, em vez de protegerem as empresas contra as oscilações dos juros durante esta década, esses contratos colocaram-nas à mercê do casino financeiro, acumulando cerca de 3 mil milhões de perdas potenciais para os cofres públicos. 

O responsável pela StormHarbour em Lisboa é o economista Paulo Gray, ex-representante do Citigroup em Portugal. Foi nesta qualidade que assinou há dez anos o contrato de titularização de dívidas fiscais com a ministra das Finanças do Governo Durão Barroso. Manuela Ferreira Leite não hesitou em dar luz verde numa operação que visava manter o défice abaixo dos 3% em 2003, mas que se revelou ruinosa, tal como estes contratos swap. 

No contrato assinado entre o Governo PSD/CDS e o Citigroup, o Estado português recebeu 1,76 mil milhões de euros por dívidas fiscais e à Segurança ainda por cobrar, prevendo que seria necessário substituir 3% do pacote vendido ao gigante financeiro internacional. Mas as contas estavam feitas por baixo, muito por baixo: essa taxa de substituição acabou por ser muito superior, comprometendo a receita fiscal nos anos seguintes. A substituição das dívidas incobráveis, o juro implícito da operação (calculado em 17,5% pelo Tribunal de Contas em 2010) e as generosas "despesas de operação" pagas ao Citigroup, levaram o Estado a antecipar o fim desta operação em 2011, calculando o valor total das transferências para o Citigroup em mais de 2 mil milhões de euros. 

Dez anos depois, Paulo Gray - agora pela StormHarbour - está de volta aos negócios com o Governo PSD/CDS. Para além da avaliação dos contratos das empresas públicas, a sua empresa também participou no propalado "regresso aos mercados" do início do ano, ajudando a organizar para o IGCP um conjunto de reuniões com potenciais investidores na dívida portuguesa, que se revelaram na maioria fundos de especulação estrangeiros. 

Neste "roadshow", a StormHarbour teve a colaboração do banco Morgan Stanley, o empregador de Moreira Rato antes de ser nomeado por Vítor Gaspar para dirigir o IGCP, e do próprio Citigroup, onde Paulo Gray fez carreira antes de lançar a sua "boutique financeira".

2 comentários:

luis pessoa disse...

Talvez um dia possamos ver TODA esta gente atrás de grades ou, desejavelmente, em algo bem diferente!
E estas coisas, ACREDITEM, são "só" a pontinha de um iceberg...
Um dia será feita justiça verdadeira a toda esta matilha (sem qualquer ofensa para os lobos, que são animais de que gosto)e nesse momento TODOS vão estar presos, em condições que não merecem, em alas especiais, com mordomias, etc, porque o capitalismo assassino não vai esquecer os bons ofícios das máfias.
E o POVO, meus caros? E o POVO, onde está metido? Anda a fazer o quê?
A ver big brothers e novelas da treta??
O Hino nacional termina com o apelo Às armas! Às armas!
E esse Hino também é cantado por esses bandalhos, sabiam?

Adriano Ribeiro disse...

Não haja qualquer dúvida: é um fartar vilanagem
Abraço
Adriano Rui Ribeiro

Obrigado Pela Sua Visita !