BANCADA DIRECTA: E porque hoje é Domingo o nosso cronista António Raposo dá-nos uma lição sobre Moral e Ética do ponto de vista das religiões e das crenças

domingo, 12 de maio de 2013

E porque hoje é Domingo o nosso cronista António Raposo dá-nos uma lição sobre Moral e Ética do ponto de vista das religiões e das crenças

E porque hoje é Domingo o nosso cronista António Raposo dá-nos uma lição sobre Moral e Ética do ponto de vista das religiões e das crenças



Não sou crente mas não tenho nada contra os crentes. Acho que cada um deve ser o que muito bem entenda ou deseje. Ou mesmo até admito que haja os que não tenham qualquer crença. 

Como dizia o conhecido filósofo e premio Nobel, Bertrand Russell “ A gente não pode negar aquilo que nunca ninguém conseguiu provar que existe”.

Esta é a minha posição também e até prova em contrário sou agnóstico e não ateu, porque esses negam a existência de Deus. Estas afirmações vêm em jeito de “confissão de interesses.” Dado o melindre do tema, que trato aqui pela primeira vez. Reparo que muitas Igrejas actuam de uma forma muito pouco de acordo com os “valores” que propagandeiam

Certas religiões encintam à guerra santa. Então não deveriam desejar a paz entre os homens? Outras, preocupam-se com um “aborto” e esperneiam aflitos defendendo a vida humana acima de tudo e calam-se quando se fazem as maiores atrocidades, como a prisão durante anos sem culpa formada, e as execuções com tiro na nuca pagando a família da vítima a bala que fez o servicinho. Aqui a pena de morte é um mal menor.
Não posso aceitar que a nossa (entre aspas) Igreja católica cale e consente a ida de milhares de pessoas a Fátima (ainda há pouco vi pagarem-se este tipo de promessa nas Festas de S. Miguel – Açores) e que façam de joelhos os percursos mais dolorosos como se se pretendesse que com esse sacrifício físico se demonstrasse maior fervor religioso. E depois há em tudo isto uma “troca” de favores que considero abusiva e ilicita moralmente falando.

Então um crente tem um problema e vai fazer o “sacrifício” do seu corpo para que em troca Deus lhe dê o que deseja? Isto é honesto? Ou será uma pequenina chantagem? E a fé fosse isso e só isso. O que noto é que cada Igreja – à sua maneira – acaba demostrando aos olhos dos crentes que defende acções desprovidas de qualquer critério.
Nas Filipinas, na Páscoa já tenho visto homens crucificados à moda antiga. Aqui os agentes das igrejas calam e consentem e mantem e defendem estas actividades bárbaras. São coniventes e deviam ser sancionados pelos seus chefes espirituais. Então no Vaticano não sabem disso? O silêncio é uma forma de pactuação. O silêncio também é cúmplice. Há que desmontar estas monstruosidades feitas por pessoas ignorantes, ingénuas mas muito crentes e pouco observadoras e sobretudo pouco instruídas.
Quem tem mais educação e instrução tem o dever de desmascarar estas atitudes bárbaras que poderiam ter existido nos tempos antigos mas hoje é feio de ver. Tenho razão ou estou a ser exagerado e sou um demoníaco demagogo anti Cristo? Tenho a impressão que neste particular sou muito mais “religioso” no lato senso que essa gente pequena que rege as instituições.

Porque isto para ser crente não basta bater no peito e rezar padres-nossos. É preciso ter ética e Moral – com letra grande. Nota de rodapé: Na idade média os cristãos chamavam de infiéis aos mouros e estes chamavam de infiéis aos cristãos!

Cá por mim, venha o Diabo e escolha

António Raposo
Lisboa. 2013. Maio. 12.

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