BANCADA DIRECTA: O nosso triste 25 de Abril de 2013. Na verdade os valores da Revolução dos Cravos estão em perigo. No dia em que Cavaco tirou a mascara e definiu-se como um aliado do Governo de Passos/Gaspar/Portas. Um dia em que ele pediu consensos mas só para aquilo que o Governo decidir unilateralmente. Triste, muito triste termos um Presidente desta (má) qualidade.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O nosso triste 25 de Abril de 2013. Na verdade os valores da Revolução dos Cravos estão em perigo. No dia em que Cavaco tirou a mascara e definiu-se como um aliado do Governo de Passos/Gaspar/Portas. Um dia em que ele pediu consensos mas só para aquilo que o Governo decidir unilateralmente. Triste, muito triste termos um Presidente desta (má) qualidade.

Francisco Sá-Carneiro envergonhar-se-ia desta direita que está no poder hoje.....


O nosso triste 25 de Abril de 2013. 
Na verdade os valores da Revolução dos Cravos estão em perigo. 
No dia em que Cavaco tirou a mascara e definiu-se como um aliado do Governo de Passos/Gaspar/Portas. Um dia em que ele pediu consensos mas só para aquilo que o Governo decidir unilateralmente.
Triste, muito triste termos um Presidente desta (má) qualidade. 

Trinta e nove anos. Trinta e nove anos desde a revolução que derrubou o poder fascista que dominou o país durante demasiado tempo. Trinta e nove anos de democracia, de eleições, de liberdade, de progresso social, de maior igualdade, de justiça. Trinta e nove de valores de Abril, ou pelo menos a vontade de aplicar esses valores de Abril da melhor maneira possível. E durante trinta e nove anos, a direita que derrubámos foi aceite no seio do regime. 

A direita que promove a desigualdade, o darwinismo social e que existe para manter e proteger os interesses instalados. A direita que luta contra o progresso, a justiça e a possibilidade de quem nasce pobre chegar a ter algum conforto material e felicidade. A direita que prefere ver serviços que devem ser públicos - a saúde, a educação - nas mãos do lucro privado. A direita das corporações, herdeira da direita salazarista que durante cinquenta anos protegeu um reduzido número de grandes empresas que viviam à sombra do Estado. 

A direita que prefere o respeito pelas instituições ao direito ao protesto, o consenso às eleições, a manutenção de uma paz podre a dar voz ao povo que não ser revê em quem nos governa. A direita que, pela voz de Cavaco Silva, que antigamente colaborou com Estado Novo, - acaba de proferir na Assembleia da República o mais despudorado discurso anti-democrático que alguma vez se ouviu em democracia. Sejamos claros: esta direita não é a direita social-democrata, a direita do PSD de Francisco Sá-Carneiro. Mesmo os adversários políticos deste lhe reconheciam sólidos fundamentos democráticos. Esta direita já nada tem a ver com Sá-Carneiro. 

Esta direita é a direita revanchista, a direita que escarnece e desdenha o 25 de Abril em favor do 25 de Novembro - porque este significou uma oportunidade de regresso ao 24 de Abril. É a direita que reconhece implicitamente nos valores de Abril uma ameaça para o poder a que aspira. É uma direita que não merece usar os cravos na lapela que hipocritamente ostenta nesta data. É a direita que fecha as galerias da casa da democracia ao povo, porque tem medo dele. É uma direita que trai, a cada segundo de permanência no poder, os valores de Abril. Este é o momento em que a democracia está verdadeiramente suspensa. O momento em que existe um consenso alargado no país, sim: contra o Governo e os ditames externos, contra o Presidente da República. 

Este é o momento em que a direita, apesar de saber que já não tem o apoio da maioria da povo, da opinião pública, dos partidos, teimosamente se vai aguentando com a cumplicidade de um presidente que hoje abdicou definitivamente de ser o presidente de todos os portugueses para passar a ser o último garante deste Governo. Este é o momento em que a direita mais próxima está de Salazar, recusando a legitimação democrática e perpetuando um estado de emergência nacional, desrespeitando a Constituição e obedecendo apenas a interesses estrangeiros, inimigos da vontade do povo e do interesse nacional. 

Esta direita tem nomes: Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar, Paulo Portas, e, acima de tudo, Cavaco Silva. Esta direita é um cancro da democracia, um perigo que precisa de ser rapidamente afastado. A esquerda precisa, mais do que nunca, de se unir para combater esta ameaça séria ao futuro do país. O 25 de Abril, mais do que nunca, tem de ser reavivado, retomado, ressuscitado. Os nossos filhos não nos perdoarão se nada fizermos.

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