BANCADA DIRECTA: Fragmentos e Opiniões. Sinceramente não dá para haver entendimento e nem, de forma alguma, consenso para manter e aumentar esta austeridade

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Fragmentos e Opiniões. Sinceramente não dá para haver entendimento e nem, de forma alguma, consenso para manter e aumentar esta austeridade

Fragmentos e Opiniões. 
Sinceramente não dá para haver entendimento e nem, de forma alguma, consenso para manter e aumentar esta austeridade 
A dramatização, o oportunismo das desculpas com o TC e o desnorte que por aí se avizinha 
Quando um Governo provoca e chantageia os Tribunais não cria um problema político, transforma-se num caso de polícia e a sua substituição já não é só um imperativo ético, é uma necessidade de higiene pública. O chumbo de quatro artigos do OE 2013 continuam a ser a arma de arremesso com que o génio que a troika recomendou para ministro das Finanças encobre a sua derrapagem orçamental.

Se, por hipótese, o PR reincidisse na incúria de não pedir a fiscalização do OE 2013, se os deputados da oposição e o Provedor de Justiça se tivessem abstido de zelar pela CRP, isto é, se o Governo tivesse visto aprovar o Orçamento com que quis afrontar o TC, nem assim se teriam equilibrado as contas públicas.

O processo de intoxicação em curso procura fazer esquecer uma derrapagem orçamental incomparavelmente superior aos 1.300 milhões de euros atrás dos quais se esconderam a troika e o seu Governo. O TC, na honrada apreciação que fez do OE 2013, na coragem com que resistiu à chantagem de alguns abjetos governantes e deputados e na coerência que manteve na jurisprudência, já feita no OE 2012, acabou por fornecer um álibi a este Governo e à troika cuja incompetência nas previsões seria justa causa de despedimento.

A forma sádica como Portugal está a ser tratado, agravada pela incompetência de quem aconselhou o Governo que lhe tributou uma fidelidade canina, é uma atitude que já atingiu o ponto de saturação dos contribuintes, ultrapassou o nível de sofrimento que um povo pode suportar e a dívida que, neste montante e a estes juros, nenhum país, por mais anos por que seja diferido o seu pagamento, conseguirá pagar. O Governo, esgotado nas soluções, humilhado com os resultados e confrontado com as promessas, esqueceu os ataques torpes à oposição e acabou a pedir aos funcionários da troika para comprometerem o PS no buraco que cavaram e na procura de um rumo que, até agora, foi incapaz de encontrar.

Finalmente, o Governo viu que não estava preparado para resolver as dificuldades que a crise internacional agravou à débil economia periférica de Portugal e acabou a implorar ao PS que não lhe fizesse o que os partidos que o sustentam fizeram ao PS, quando lhe chumbaram o PEC IV, com os conhecidos e irreparáveis prejuízos causados ao país, na ânsia de assumirem o poder com quem não tinha a mínima competência para o exercer.

Nem lhes tremeram os joelhos ao votarem ao lado do PCP e do BE que coerentemente, por opção ideológica, se lhe opunham. O Governo e o PR, que o ajuda, são responsáveis pelo beco a que nos conduziram.


O Governo não pede ao PS que seja bombeiro, pede uma carta de conforto e um fiador. E pelos vistos vai continuar a pedir...


Agradecimento ao "Sorumbático"

1 comentário:

menvp disse...

A FIRMEZA DO CONTRIBUINTE ALEMÃO ESTÁ A SALVAR A EUROPA
.
->>> Primeiro: Todos pudemos assistir a uma incrível e MONUMENTAL CAMPANHA no sentido de ridicularizar todos aqueles que eram contra o 'viver acima das possibilidades' - leia-se, campanha no sentido de ridicularizar todos aqueles que eram anti-endividamento excessivo -; um exemplo: no passado, Manuela Ferreira Leite foi ridicularizada por ser uma ministra anti-deficit-excessivo.
->>> Depois: Hoje em dia, todos podemos assistir a uma incrível e MONUMENTAL CAMPANHA contra os defensores da austeridade; um exemplo: chegam a retratar o contribuinte alemão como novos fascistas/nazis...
.
{ nota: o resultado do endividamento excessivo está aí à vista: a superclasse (alta finança - capital global) assumiu o controlo de bens estratégicos: combustíveis... electricidade... água... }
.
-> Marionetas ao serviço da superclasse CAVAM BURACOS SEM FIM (nas finanças públicas, nas empresas públicas, na Banca)...
-> Marionetas ao serviço da superclasse (alta finança - capital global) enfiaram-nos numa ratoeira: a Espiral recessiva...
.
-> 'Paladinos' do discurso anti-austeridade... ESTIVERAM CALADOS que nem um rato... ""ignorando"" o perigo que era os Estados andarem a endividar-se na construção de auto-estradas 'olha lá vem um', estádios de futebol sem público, nacionalização de bancos falidos, etc, etc...
.
-> O discurso anti-alemão que reina nos media internacionais (nota: são controlados pela superclasse) é uma consequência óbvia: depois de andar a 'cavar-buracos'... e andar a saquear contribuintes em vários países... a superclasse quer saquear o contribuinte alemão.
-> A firmeza do contribuinte alemão (não cedendo à pressão exercida internacionalmente...) é fundamental para salvar a Europa!
.
Nota 1: Depois de 'cozinhar' o caos... a superclasse aparece com um discurso, de certa forma, já esperado!... Exemplo: veja-se a conversa do mega-financeiro George Soros: «é preciso um Ministério das Finanças europeu, com poder para decretar impostos e para emitir dívida»
Nota 2: Países a endividar-se excessivamente é uma atitude que proporciona um festim à superclasse... como o contribuinte alemão está firme... o mega-financeiro George Soros defende agora um Euro sem a Alemanha... para que... a superclasse (alta finança - capital global) possa PROLONGAR O FESTIM proporcionado por países a endividar-se excessivamente (países a viverem acima das suas possibilidades).

Obrigado Pela Sua Visita !