BANCADA DIRECTA: Ai Berta, Berta, que má altura para entrares para um Governo em decomposição. E ires para uma pasta em que tens de enfrentar os militares já de si indignados mostra que tens coragem, mas será, a prazo, um sacrifício inútil e terrível.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Ai Berta, Berta, que má altura para entrares para um Governo em decomposição. E ires para uma pasta em que tens de enfrentar os militares já de si indignados mostra que tens coragem, mas será, a prazo, um sacrifício inútil e terrível.

Ai Berta, Berta.
Mas que má altura para entrares para um Governo em decomposição. 
E ires para uma pasta em que tens de enfrentar os militares já de si indignados mostra que tens coragem, mas será, a prazo, um sacrifício inútil e terrível. 

Mais uma substituição no elenco governamental, aparentemente, incompreensível. Há cerca de pouco mais de 1 semana teve lugar uma ‘mini-remodelação’ que, inesperadamente, conquistou a unanimidade: desagradou a todos (excepto aos que já consideram o Governo ‘morto’).
Passados poucos dias surge mais um retoque avulso numa área – a da Defesa – onde o ambiente é, no mínimo, crispado. Aliás, as primeiras reacções vindas da instituição militar ultrapassam a natural surpresa para encalharem nas encostas da leviandade (política).

Berta Cabral vai integrar o elenco governamental como Secretária de Estado da Defesa. Sabendo do posicionamento desta ex-líder do PSD-Açores relativamente a Passos Coelho link é notório que este Governo se lançou num processo de remodelações ‘ad hoc’.


Berta Cabral foi imolada nas eleições regionais açorianas perante o altar do descontentamento popular (relativo ao Governo da República). Caminha, agora, para uma nova imolação, ao som do rufar dos tambores, rumo a um rápido 'destroçar' governamental.

Passamos subitamente de um Governo refractário a mudanças, capaz de albergar no seu seio - durante largos meses- o 'cadáver político' do ministro Relvas, para um tempo de remodelação continuada… diria mesmo, permanente. Não se trata de mais um ‘retoque’ mas antes a imagem de uma completa decomposição do actual Governo. Na verdade, estamos na presença do fim de um ‘ciclo político’.

Melhor: de um ‘desastroso ciclo político’ que, tudo indicia, está próximo do fim.



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