BANCADA DIRECTA: Corrupção. Um mal que nos aflige a todos, porque somos todos nós a pagar do nosso bolso o “vil metal” que os desonestos arrecadam! O Professor universitário Paulo Morais diz de sua justiça: corrupção sem dó e nem piedade!......

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Corrupção. Um mal que nos aflige a todos, porque somos todos nós a pagar do nosso bolso o “vil metal” que os desonestos arrecadam! O Professor universitário Paulo Morais diz de sua justiça: corrupção sem dó e nem piedade!......

Corrupção.
Um mal que nos aflige a todos, porque somos todos nós a pagar do nosso bolso o “vil metal” que os desonestos arrecadam!
O Professor universitário Paulo Morais diz de sua justiça: corrupção sem dó e nem piedade!......

Sem dó nem piedade Aos políticos corruptos nunca são assacadas nenhumas responsabilidades pelos seus actos. Violam leis e regulamentos, patrocinam negócios ruinosos para o Estado, enriquecem de forma obscena e nada lhes acontece. Até hoje, a impunidade tem sido absoluta. O regime jurídico da tutela administrativa impõe, por exemplo, a perda de mandato num conjunto de circunstâncias.

Na prática, Macário Correia ou Valentim Loureiro foram condenados pelos tribunais em perda de mandato, mas continuam em funções. A legislação estabelece responsabilidade criminal aos titulares de cargos políticos que violem regras urbanísticas. No entanto, as alterações ilícitas aos planos directores são prática comum, com ganhos milionários para os promotores imobiliários que financiam os partidos.


Por todo o país nascem edifícios ilegais, do Vale do Galante na Figueira da Foz, ao edifício Cidade do Porto… mas a culpa sempre morre solteira. Enquanto em Espanha há mais de cem autarcas presos por crimes urbanísticos, em Portugal nem um! Nem sequer Isaltino Morais, várias vezes condenado, está preso. Também nunca são acusados os responsáveis pelos desvios orçamentais.

Quem contrate à revelia do orçamento incorre em responsabilidade criminal. Mas até hoje não há condenados, não obstante os milhares de milhões de desvios nos orçamentos na administração central e local. Como também não há responsabilização dos políticos que contratam negócios ruinosos para o Estado, tal é o caso das parcerias público-privadas. Além do mais, jamais são recuperados os bens que os corruptos subtraem à sociedade.

E seria bem simples, afinal. Os edifícios ilegais deveriam ser demolidos ou, em alternativa, expropriados por valor zero. As fortunas acumuladas na sequência de fraude fiscal ou de processos de corrupção como o do BPN deveriam ser confiscadas. Apreendendo tanto o património detido em território nacional, como até os depósitos em bancos estrangeiros; à semelhança do que outros países vêm fazendo, como a Alemanha, a França, a Itália ou até a Grécia.

Já vai sendo tempo de punir políticos corruptos, retirando-lhes mandatos, obrigando-os a responder perante a justiça e confiscando-lhes as fortunas que têm vindo a acumular à custa do que roubam ao povo português


Paulo Morais.

Professor universitário, in Correio da Manhã

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