BANCADA DIRECTA: UGT. Rei morto, rei posto! João Proença já era. Vem aí o bancário Carlos Silva para ser o futuro Secretário-Geral, apoiado por todas as tendências da central sindical e pelo seu patrão.( do banco, claro!)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

UGT. Rei morto, rei posto! João Proença já era. Vem aí o bancário Carlos Silva para ser o futuro Secretário-Geral, apoiado por todas as tendências da central sindical e pelo seu patrão.( do banco, claro!)



-Já falei com o meu patrão sobre a minha candidatura ao cargo de Secretário-Geral da UGT 


Numa entrevista Carlos Silva define a situação …….Como sabem, eu sou bancário, do BES, que é quem paga o meu salário – o único que tenho e que faço questão de manter. Por isso, antes de formalizar a candidatura, fiz questão de ter uma reunião com o doutor Ricardo Salgado, a quem transmiti, de forma transparente, a minha intenção. Naturalmente que ele, enquanto presidente da comissão executiva do BES, desejou-me sorte e disse que era também um factor de prestígio para o BES ter um dos seus colaboradores como secretário-geral da UGT. 


Esta entrevista veio publicada no diário “As Beiras” Carlos Silva é candidato único à liderança da UGT e é apoiado pelas tendências socialista, social-democrata e democrata cristã. 


Contribuições 


O próximo serviçal líder da UGT já ‘quase’ que foi eleito por unanimidade e aclamação. João Proença já ‘quase’ que era. Ainda não sabia? Pois fica a saber. O indivíduo que vamos ver doravante a linchar os trabalhadores em nome do “sindicalismo” chama-se Carlos Silva, e é presidente da UGT/Coimbra, membro do Sindicato dos Bancários do Centro. 


Não foi ainda eleito mas já fala como se fosse, e ‘quase’ que é. E a escolha para a liderança parece ser de tal forma natural, simples e unânime entre as “diversas” correntes dentro da UGT que até chega a ser comovente. Pelo menos é o que se depreende da entrevista que no mês passado Carlos Silva concedeu ao Diário das Beiras, onde de resto o entrevistado prima pela gabarolice. Mas o que é mais interessante fica guardado para o fim. 


O ‘quase’ novo serviçal líder da UGT fez questão de dizer que “antes de formalizar a candidatura” – não fosse não obter a autorização devida ou ser despedido por “justa causa”… – teve o aval da sua entidade patronal e ao mais alto nível, a quem, gentilmente, pelos vistos, foi dar prévias e “transparentes” satisfações. 


Ora, o patrão de Carlos Silva é nada mais nada menos que o patrão do Banco Espírito Santo, o dr. Ricardo Salgado, um dos Donos de Portugal, que lhe passou a mão pelo pêlo e lhe “desejou sorte”, considerando ainda a sua candidatura como um “factor de prestígio para o BES”. É lindo, sim senhor! 


E vemos como é bonito este gesto de pedir a necessária bênção a quem manda, sobretudo tratando-se de alguém que diz querer aproximar a UGT “das bases”, “dos trabalhadores, das empresas, dos locais de trabalho”. Não há dúvida de que em termos de prioridades já começou bem! Pelo menos fica tudo às claras… e os trabalhadores que ‘ainda’ pertencem à UGT podem desde já considerar-se avisados. 

Aqui fica a entrevista que deve ser lida com atenção. 
Clicar na imagem para ampliar
Agradecimento ao "5 dias net"

2 comentários:

luis pessoa disse...

Rejubilemos!
Está encontrado o capacho para as manobras contra os trabalhadores.
Sai um, entra outro!
Os patrões e seus lacaios do governo podem dormir sossegados...
Mais "acordos" laborais e outros, podem prosseguir...

Adriano Ribeiro disse...

Amigo Luis
Isto cada vez anda melhor
Francamente.....Que falta de ética e de vergonha
Abraço
Adriano Rui Ribeiro

Obrigado Pela Sua Visita !