BANCADA DIRECTA: Pobre Espanha. Tanto orgulho em esconder a sua miséria, quando a sua situação era igual a Portugal, Grécia e Irlanda! Mariano Rajoy, assim como todos os iluminados não deu a cara…..

domingo, 10 de junho de 2012

Pobre Espanha. Tanto orgulho em esconder a sua miséria, quando a sua situação era igual a Portugal, Grécia e Irlanda! Mariano Rajoy, assim como todos os iluminados não deu a cara…..



O que eu vou dizer não significa que conheça em pormenor os problemas financeiros que assolam a Espanha. Apesar das minhas constantes idas e permanência na terra dos “nuestros hermanos”. Falo por uma consciência global que todos os europeus têm sobre a crise que assola a Europa, e por conseguinte, com mais acuidade os países periféricos. 


Os países que formam o eixo central europeu e os seus satélites naturais estão mais ou menos favorecidos pela sua proximidade geográfica onde os negócios e acordos beneficiam de pequenas deslocações e de fácil escoamento dos seus produtos industriais e comerciais. Esta atitude de Espanha em pedir auxílio financeiro aos camaradas europeus já era muito previsível, apesar dos constantes desmentidos do Governo espanhol. 


Já o mesmo tinha acontecido em Portugal com as atitudes incorrectas de José Sócrates, talvez embalado com uma solidariedade efectiva de Merkel que nunca apareceu. Mas quem é que duvidava que a Espanha tinha de se socorrer dos fundos monetários da Europa? Talvez os espanhóis com o orgulho ferido de serem comparados a Portugal, Grécia e Irlanda como países falidos e insolventes em perspectiva.. 


 Assim 


A Espanha é o quarto país da zona euro a solicitar ajuda financeira externa, após Grécia, Irlanda e Portugal, registando-se como elemento comum aos quatro pedidos de resgate a recusa dos governos em admitirem a sua necessidade até ao limite. O histórico dos pedidos de resgate remonta há cerca de dois anos, quando a Grécia pediu ajuda pela primeira vez, em Maio de 2010, tendo-se seguido a Irlanda, em Novembro do mesmo ano, e Portugal, em Abril de 2011, em todos os casos depois de as autoridades nacionais insistirem durante meses que não necessitavam de qualquer ajuda, tal como sucedeu agora com a Espanha. 


O primeiro resgate na zona euro devido à crise financeira e económica foi protagonizado pela Grécia, com o governo então liderado pelo socialista George Papandreou a "dar o braço a torcer" após muitos meses de "negação", e perante forte pressão dos seus parceiros europeus, e a pedir um pacote de assistência financeira de 110 mil milhões de euros. 


Os problemas haviam começado cerca de dois anos antes, quando os mercados reagiram sem misericórdia à revelação de que a Grécia fizera "batota" durante anos a fio com as estatísticas, ocultando os números do défice. O programa deveria ter a duração de três anos, mas ao fim de ano e meio já se revelava demasiado "curto" para a caótica situação da Grécia, que em Outubro do ano passado teve de ser alvo de um novo resgate, o mais volumoso até agora, de 130 mil milhões de euros, complementado com um perdão parcial da dívida por parte dos credores privados avaliado em cerca de 100 mil milhões de euros. 


Por razões muito diferentes -- não despesa pública, mas sim garantias dadas aos bancos -, a Irlanda foi o segundo país que se viu forçado a pedir ajuda externa, concretizada em Novembro de 2010, com União Europeia e Fundo Monetário Internacional a concederem um pacto de 85 mil milhões de euros, exigindo, tal como fizera a Atenas, o cumprimento de um rigoroso plano de austeridade, ainda em curso. 


 Por fim, Portugal, também após largos meses a garantir que não precisava de dinheiro, formalizou o seu pedido de assistência, a 06 de Abril de 2011, acompanhado pela marcação de eleições antecipadas, que ditariam mudança de Governo, com o executivo socialista de José Sócrates a dar lugar à coligação PSD/CDS-PP encabeçada por Pedro Passos Coelho.

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