BANCADA DIRECTA: Pai-nosso que estais no Céu….E cá na Terra o Banco do Vaticano esconderá dinheiro sujo? "

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Pai-nosso que estais no Céu….E cá na Terra o Banco do Vaticano esconderá dinheiro sujo? "



Pai-nosso que estais no Céu….
Blá, blá, blá, quando se trata de dinheiro
O Banco de Deus" esconde dinheiro sujo?


Ettore Gotti Tedeschi. Era o Presidente do Banco do Vaticano e foi recentemente demitido. Agora teme pela sua vida e previne-se. O que se consta, e ainda não se provou, é que o Instituto de Obras Religiosas, que é o nome oficial do Banco do Vaticano, será uma maneira muito eficiente e ardilosa de esconder dinheiro sujo proveniente de empresários, políticos e de elementos da Máfia italiana. A questão é esta. Se for verdade quem vai desconfiar desta santidade bancária, vulgo ser chamada de “Banco de Deus? Claro, Avé Maria cheia de graça!


O ex-presidente do Banco do Vaticano, o já referido economista Ettore Gotti Tedeschi, 67 anos de idade, elaborou um relatório sobre as irregularidades da instituição para ser entregue a dois seus amigos, um advogado e um jornalista do Corriere della Sera, caso ele venha a ser assassinado. A informação é do jornal espanhol El País. Na versão do jornal, Tedeschi teme ser morto por alguém da cúpula do Vaticano desde que começou a investigar algumas contas numeradas do banco, as quais seriam de dinheiro sujo de empresários, políticos e integrantes da máfia."... O resto da notícia está aqui E a notícia do El País está aqui, a partir da opinião de Pablo Ordaz, correspondente do periódico em Roma. Presidente demitido do Banco do Vaticano está temendo ser morto Após uma grande quantidade de documentos reservados do Vaticano ser exposta e causando a prisão do mordomo do Papa e que culminou com a demissão do presidente do Banco do Vaticano, Ettore Gotti que agora teme por sua vida.


O economista Ettore Gotti Tedeschi, 67, ex-presidente do Banco do Vaticano, elaborou um relatório sobre as irregularidades da instituição para ser entregue a dois seus amigos, um advogado e um jornalista do Corriere della Sera, caso ele venha a ser assassinado.


A informação é do jornal El País. Na versão do jornal, Tedeschi teme ser morto por alguém da cúpula do Vaticano desde que começou a investigar algumas contas numeradas do banco, as quais seriam de dinheiro sujo de empresários, políticos e integrantes da máfia. A convite do papa Bento 16, de quem é amigo, Tedeschi, um membro importante da ordem ultraconservadora Opus Dei, assumiu em 2009 o Instituto para Obras Religiosas (nome oficial do Banco do Vaticano) com a missão de tornar transparentes os seus demonstrativos, o que era (e continua sendo) uma exigência de instituições financeiras internacionais, de modo a evitar a lavagem de dinheiro.


O economista foi demitido sumariamente em Maio, um dia depois da detenção de Paolo Gabriele, o mordomo do papa e apontado como um dos responsáveis pelo vazamento de documentos confidenciais do Vaticano. A rede de intriga no Vaticano que tem vindo à tona se apresenta tão densa, que, só pelo noticiário, é difícil localizar o seu eixo. Fala-se que, além do dinheiro sujo do Banco do Vaticano, está em jogo o cargo de dom Carlo Maria Viganò, responsável pelo pelas aquisições de suprimentos – ele estaria atolado em casos de corrupção. Há ainda uma versão de que tudo faz parte de um plano para assassinar Bento 16 e antecipar, assim, a sua substituição. Um dos inimigos de Tedeschi é o cardeal Tarcísio Bertone, secretário de Estado e um dos cogitados para suceder Bento 16, que está com 85 anos. Se tantas implicações fossem apresentadas em um filme sobre o Vaticano, alguém poderia dizer que se trata de um enredo por demais fantasioso.


Teme-se agora que o relatório confidencial de Tedeschi venha a ser investigado pelo Ministério Público italiano, expondo a feroz luta pelo poder que ocorre na hierarquia da Igreja Católica, além da lavandaria que é o Banco do Vaticano. Na sexta-feira (8 de Junho), a propósito do vazamento de documentos, a Santa Sé publicou uma nota onde afirma ter confiança nas autoridades judiciais italianas, mas que a soberania do Vaticano tem de ser respeitada. “A Santa Sé (…) está analisando com muito cuidado a nocividade possível das circunstâncias”, disse a nota.


Contribuições 
(faz-se notar que estes dados a seguir escritos, visto não se saber a fonte dos mesmos, podem não corresponder em absoluto à realidade. Wikipédia) 


Mas o escândalo não é inédito e até levou, em 1982, ao assassinato de Robert Calvi (junto a uma ponte em Londres e depois "enforcado" na ponte para simular suicídio) o presidente do Banco Ambrosiano detido em 16% pelo "Banco do Vaticano". 


Paulius Casimir Marcinkus (Cicero, 15 de Janeiro de 1922 – Sun City, 20 de Fevereiro de 2006) foi um arcebispo da Igreja Católica, presidente do Banco do Vaticano de 1971 a 1989, quando ficou conhecido como "o banqueiro de Deus". Filho de imigrantes lituanos, nasceu no Illinois, nos Estados Unidos. Morreu aos 84 anos, no estado de Phoenix (EUA). Paul Marcinkus foi ordenado sacerdote na Arquidiocese de Chicago em 3 de Maio de 1947. Em 1949, foi indicado para o tribunal matrimonial, que processava pedidos de anulação de casamento. Marcinkus chegou a Roma em 1950, para estudar Direito Canónico na Universidade Gregoriana. 


Em 1953, logo após sua formatura, tornou-se amigo de Giovanni Battista Montini, que viria a ser o papa Paulo VI. Marcinkus foi indicado como núncio papal na Bolívia, em 1955, e no Canadá, em 1959. Em 26 de Setembro de 1981, foi indicado como pro-presidente da Cidade do Vaticano, tornando-se a terceira pessoa mais poderosa desse estado (abaixo do papa e de seu secretário de Estado). De 1971 a 1989, Marcinkus foi presidente do Istituto per le Opere di Religione, IOR, fundado pelo papa Pio XII, mais conhecido como o Banco do Vaticano. Sua altura e sua compleição musculosa renderam-lhe o apelido de "Gorila". Paul Marcinkus agia, na prática, como guarda-costas de Paulo VI, a quem acompanhava em viagens internacionais, oficialmente como intérprete. Foi durante uma viagem às Filipinas que, ao se colocar diante do papa, ele o salvou de um golpe de punhal desferido por um desequilibrado. Marcinkus ficou ferido. 


 Em Março de 1969, ele proibiu a presença de agentes do Serviço Secreto norte-americano durante um encontro do Sumo Pontífice com o presidente Richard Nixon, dizendo: "Vocês têm um minuto para sair daqui, ou vão ter de explicar ao seu presidente porque o Papa não pôde encontrar-se com ele". Em 1982, Marcinkus fez malograr uma tentativa de assassinato de João Paulo II, na cidade de Fátima, em Portugal. Paul Marcinkus protagonizou o maior escândalo financeiro da história do Vaticano: a quebra do Banco Ambrosiano de Milão, ocorrida em Agosto de 1982, quando o banco foi declarado insolvente pelo governo italiano, após ter sido descoberto um "rombo" de cerca de US$ 1,5 bilhão. O Vaticano possuía 16% do capital do Ambrosiano. 


As investigações da falência do banco trouxeram à tona entre outras operações nebulosas, pagamentos obscuros à loja maçónica P-2 e, aparentemente, desvio de fundos para uso particular. Foram acusados formalmente Marcinkus e dois administradores do IOR, Luigi Mennini e Pellegrino Strobel. O Vaticano deu asilo ao arcebispo Marcinkus e seus dois colaboradores, para impedir sua prisão. Dois meses antes da declaração de quebra do banco, em 16 de Junho de 1982, o corpo do presidente do Ambrosiano, Roberto Calvi, tinha sido encontrado enforcado sob uma ponte de Londres, no que, aparentemente, foi um suicídio. Entretanto, em 1998, o corpo foi exumado para perícia e, em 2002, "uma equipe de médicos forenses encabeçados pelo professor alemão Bernd Brinckman disse que Calvi foi assassinado em um terreno baldio perto da ponte, onde foi pendurado para simular um suicídio". O Tribunal Supremo da Itália defendeu a impossibilidade de processar o arcebispo e os dois funcionários, em virtude do Pacto Lateranense, que em seu artigo 11 previa que "os entes centrais da Igreja Católica estão isentos de qualquer ingerência por parte do Estado italiano". 


 O Vaticano gastou cerca de US$ 100 milhões, em 1983, para ressarcir os clientes do Ambrosiano, gesto que foi interpretado pela imprensa italiana como uma confissão de responsabilidade na quebra do banco. Mais tarde, o Vaticano criou mecanismos de controlo para impedir casos como esse. Em outro momento de escândalo, teorias conspiratórias envolveram Paul Marcinkus num suposto complô para a morte de João Paulo I.

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