BANCADA DIRECTA: Esta Lisboa que eu amo. Lisboa antiga. Largo do Rato. Ano de 1939

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Esta Lisboa que eu amo. Lisboa antiga. Largo do Rato. Ano de 1939



Recordar é Viver
Largo do Rato
A direita da imagem fica o Chafariz que é um anexo dos jardins da PGR
Local histórico
Neste local se concentraram as forças revolucionárias do golpe de Fevereiro de 1927



Contribuições
Os acontecimentos no largo do rato
A revolta em Lisboa: a Revolução do Remorso


A partir de 5 de Fevereiro começam a verificar-se em Lisboa greves e agitação nos meios operários, solidários com os revoltosos do Porto. Os militares, contudo, mantém-se nos quartéis.


A agitação cresce e a 6 de Fevereiro grupos de civis amotinam-se, sendo reprimidos pela Polícia e pela GNR. O Café Brasileira e outros pontos de encontro são encerrados pela polícia, acusados de serem recintos onde se realizavam comícios revolucionários. Fiéis à tradição de radicalismo que marcara as últimas décadas, os marinheiros do Arsenal revoltam-se e em conjunto com civis armados assaltam a Brigada do Alfeite. Simultaneamente, no Barreiro os ferroviários do Sul-e-Sueste declaram uma greve geral, paralisando o tráfego de comboios a sul do Tejo, a que o Governo responde com a ocupação militar das instalações ferroviárias.


Depois de muitas hesitações, só a 7 de Fevereiro, quando no Porto o movimento já colapsava, aparecem as primeiras adesões entre os militares. As adesões são escassas e titubeantes, aparentemente mais ditadas pela solidariedade com as forças no Porto do que pela convicção do sucesso: era a revolução do remorso nas palavras de Sarmento Pimentel.


As forças que aderiram tiveram por comandante Agatão Lança, coadjuvado pelo coronel José Mendes dos Reis. Perante o alheamento das principais unidades do Exército, os revoltosos eram na sua maioria marinheiros e companhias da Guarda Nacional Republicana, apoiados por civis armadas, muitos dos quais antigos membros do Movimento da Formiga Branca.
Algumas unidades da Armada aderem, entre as quais o cruzador NRP Carvalho Araújo, sob o comando do comandante João Manuel de Carvalho e a canhoneira NRP Ibo. Quando os revoltosos se concentraram no Arsenal foram bombardeados pela Aviação, que havia decidido manter-se fiel ao Governo.


Do lado governamental em Lisboa a defesa é coordenada, primeiro, pelo general Luís Manuel Domingues e, depois do dia 9, por Passos e Sousa. O grosso do Exército alinha com as posições governamentais, deixando os revoltosos isolados e pobremente municiados, apesar de terem assaltado o Depósito de Material de Guerra e a Fábrica das Armas.


Na noite de 8 de Fevereiro, o Ministro da Guerra, Passos e Sousa, entra em Lisboa, vindo da vitória no Porto. Acompanhado por tropas também vindas do norte, e assume o controlo das forças governamentais e aperta o cerco aos revoltosos, aos quais exige, como já o fizera no Porto, a rendição incondicional.


Na tarde seguinte, a 9 de Fevereiro, pelas 19.30 horas, já sem munições, Mendes dos Reis aceita a render-se sem condições.
A ameaça de fuzilamento sumário dos civis que fossem encontrados armados, que também fora feita no Porto, cumpre-se em Lisboa: no dia 9, junto ao chafariz do Largo do Rato, vários civis e marinheiros foram executados por fuzilamento.


Em Lisboa, os combates entre os revoltosos e as forças governamentais causaram pelo menos 90 mortos e mais de 400 feridos.

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