BANCADA DIRECTA: Dizer verdades e sofrer as consequências

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Dizer verdades e sofrer as consequências



D. Januário Torgal. “Estou a ser vítima de um linchamento” 


D. Januário Torgal - Bispo das Forças Armadas O Bispo das Forças Armadas diz--se vítima de um “linchamento público” devido a ter criticado, na última quarta-feira, o primeiro-ministro. Em declarações ao i, D. Januário Torgal garante serem “falsas” as notícias de ontem, que deram conta de que ganha quase 4500 euros por mês – ordenado superior ao de um deputado e o equivalente a nove salários mínimos nacionais. “É totalmente falso. Ganho pouco mais de 2500 euros”, garante o bispo, acrescentando que “metade” da sua reforma vai para o Estado. 


“Depois de uma vida inteira a trabalhar, praticamente metade do que ganho vai para o Estado, que depois não sabe gerir esse dinheiro: vai para espiões e para empresas privadas”, critica. O bispo garante ainda que uma reforma de 2500 euros “depois de décadas de trabalho” não “é nenhuma fortuna” e que a maior parte da pensão que aufere diz respeito aos anos em que foi professor assistente e regente na Faculdade de Letras do Porto. “Fui professor desde Fevereiro de 1971 e até 1989. Saí quando entrei para as Forças Armadas”, explica. 


Há dias  “Correio da Manhã” adiantava que, além da reforma, D. Januário Torgal tem também direito a um conjunto de regalias – como um gabinete de apoio, carro, motorista, secretária e telemóvel. “O que também é completamente falso”, assegura o bispo. “Quando pedi a reforma, há quatro anos, abdiquei de tudo isso e nunca tive, sequer, secretária ou motorista”, diz, acrescentando: “E não sou nenhum herói por abdicar dessas regalias. Fiz aquilo que qualquer cidadão deve fazer.” 


 “LINCHAMENTO” 


 O bispo das Forças Armadas atribui a polémica aos comentários que fez, na passada quarta-feira, às declarações de Passos Coelho – que, no balanço de um ano de governo, agradeceu a paciência dos portugueses em tempos de austeridade. “É evidente que não posso deixar de associar uma coisa à outra. É uma tentativa de linchamento da minha vida privada”, considera o bispo. “Só lamento que o governo não me tenha respondido às críticas, que eram dirigidas não ao salário do primeiro-ministro ou à sua vida pessoal, mas sim à sua atitude perante os portugueses”, remata. 


 Na quarta-feira, o bispo das Forças Armadas disse, em entrevista à TSF, que Portugal, neste momento, “não tem governo”. “E no fim ainda aparece um senhor, que pelos vistos ocupa as funções de primeiro-ministro, dizendo um obrigado à profunda resignação de um povo dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico. 


Conclusão: parecia que estava a ouvir o discurso de uma certa pessoa há 50 anos”, referiu. E acrescentou: “Apetecia- me dizer: vamos todos para a rua. Não vamos fazer tumultos, vamos fazer democracia.” P.S. Qualquer semelhança com o Bispo do Porto António Ferreira Gomes, perseguido pelo ditador Salazar, é pura coincidência. Ou talvez não.. 


Nota de Bancada Directa: Oh senhor bispo: pensava que as secretas também não sabiam da sua situação? Quer queira ou não queira o senhor bispo é uma figura publica. E eu já aqui neste blogue o tinha avisado…

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