BANCADA DIRECTA: Bem prega Frei Tomás. Nem sei se prega pregos ou se dá lições e promessas em púlpitos de realidades virtuais. Em causa a desengordura do Estado

sábado, 9 de junho de 2012

Bem prega Frei Tomás. Nem sei se prega pregos ou se dá lições e promessas em púlpitos de realidades virtuais. Em causa a desengordura do Estado


Já tinha sido uma promessa eleitoral de Passos Coelho, a que os militantes do PSD, mal ganharam as eleições, ainda mais ênfase deram às premissas de “cortar gorduras no Estado”. Intenções saudáveis e dignas de pessoas de bem para se terminar com situações injustas que custam a todos nós e só para benefícios de uns tantos, useiros e vezeiros nestes esquemas de auferir vencimentos chorudos. Reparem que eu no título do poste chamei “desengordura do Estado”. Tenho uma certa razão porque há uma certa diferença entre cortar gorduras e “desengordurar”. Este último termo significa que para além de se cortar as gorduras há que limpar convenientemente. E, concretamente, nem uma coisa e nem outra se fizeram até hoje. 




Claro que esses apoiantes do PSD bem clamaram pelo fim dos institutos públicos. Vítor Gaspar, o tal do rigor nas contas, fez-lhes a vontade: acabou com um instituto, o IGCP (que tem a seu cargo a responsabilidade de emissão de dívida pública) transformando-o numa empresa e aumentando o salário do seu presidente, João Moreira Rato – um friend boy dos laranjinhas com uma passagem pelo Goldman Sachs. Tem uma carreira profissional um pouco semelhante ao nosso PM. 


Se a Troika proibiu e desaconselhou a criação de novas empresas públicas, Vítor Gaspar faz orelhas moucas a esta recomendação. O ministério das Finanças já veio dizer que não se trata de uma criação, mas sim de uma "transformação" - a novilíngua em todo o seu esplendor. Faz-me lembrar aquela justificação do senhor Relvas que a respeito de alguns receberem os subsídios, por inteiro, das férias e do Natal, dizia despudoradamente que não eram excepções mas sim adaptações ou outro termo semelhante que o valha. É tudo uma questão de transformismo moderno. 


O tal transformismo linguístico que é do mesmo tipo daquele que torna os subsídios de férias e de Natal dos boys dos ministérios em bónus a serem recebidos em Agosto e Dezembro. 


Está tudo bem, no país da austeridade além da troika e dos pacientes portugueses que aguentam tudo.


Nota de Bancada Directa
Eu não quero que os nossos amigos leitores deixem de comer o suficiente para queimarem gorduras, mas se quiserem saber mais sobre este assunto podem clicar aqui 

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