BANCADA DIRECTA: No ar paira o amor

quinta-feira, 24 de maio de 2012

No ar paira o amor



O amor é uma coisa maravilhosa 


 Era inevitável. Lá veio Passos Coelho a terreiro defender alguém que tem sido a sua principal “moleta” na governação deste triste país. Triste uma ova, pelo menos naquilo que tem a ver com o amor, ou seja um estado de paixão, que em muitas ocasiões até serve para ajudar a nossa própria sobrevivência enquanto profissionais de certos “metiers”, por exemplo o de se ser jornalista e quiçá, mesmo sendo uma actividade de primeiro-ministro. 


 E claro que Miguel Relvas teria de ir ao Parlamento justificar que não fez qualquer tipo de pressões para que determinadas noticias viessem a lume na comunicação social. Eu já vi que a coisa está a tornar-se saborosa, até tenho as minhas duvidas – naturalmente - se fez ou não fez, mas gostava de saber tudo tim por tim. Nas ultimas noticias constatou-se que Miguel Relvas se disponibilizou para presencialmente ser ouvido na ERC e ainda bem. Mas ainda ontem se sabia que Passos Coelho, talvez com medo de que o ministro fizesse uma figura parecida à que fez na comissão de inquérito às secretas, lá teve a maioria parlamentar PSD/CDS de chumbar a sua ida à Assembleia para esclarecer a razão da chantagem, das ameaças e das contradições no caso Público/Relvas. Tudo bem. Simboliza uma escolha: o Governo decide proteger um dos seus pontos mais fracos, arriscando um longo período de fogo lento na opinião pública. Lá terá as suas razões. 


Mas, e se as razões forem, na realidade, as melhores possíveis? E se na origem de tanto zelo estivesse o papel do próprio primeiro-ministro no problema que dá pelo nome de Silva Carvalho? E se Miguel Relvas estiver a expor o peito às balas para proteger Passos Coelho? No fim de contas, foi o próprio Público que noticiou as reuniões entre o ex-espião e Passos Coelho, há pelo menos um ano. 


 Só se questiona porque foi tão elevado o interesse que Miguel Relvas demonstrou em tentar abafar um imbróglio tão estranho. A relação entre Passos Coelho e o seu ministro-adjunto quase que se pode definir como um amor entre duas pessoas que nas suas perspectivas de governação, quer sejam boas ou más, entendem que é uma matéria conjunta para se levar a cabo. E daí que não nos admiemos desta solidariedade institucional entre dois membros de um mesmo governo. Tudo bem! E siga a carruagem!..... Pouca terra, pouca terra…… 


 Ah, já me estava a esquecer que o amor anda no ar! É que segundo o que se consta a jornalista visada nas pressões vive um romance de amor com um politico destacado de um partido da Oposição 


 As voltas que o amor dá!....

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