BANCADA DIRECTA: O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Glúten para que te quero, se não te posso tolerar? Então toleremos a intolerância

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Glúten para que te quero, se não te posso tolerar? Então toleremos a intolerância

O saber não ocupa lugar.
Temas de Medicina.
Glúten para que te quero, se não te posso tolerar?
Então toleremos a intolerância

A intolerância ao glúten implica deixar ao longe vários alimentos que de certa forma nos aguçam o apetite. Mas, mesmo sem chocolates, bolos ou pizzas, não faltarão motivos para celebrar a vida e ficarmos satisfeitos

Viver implica comer, porque os alimentos são os nossos fornecedores de energia e nutrientes essenciais. Só que, para cumprirem a sua missão, têm de ser digeridos e absorvidos no tubo digestivo. Acontece que algumas pessoas têm um organismo que desencadeia certas reacções quando alguns alimentos entram em contacto com a mucosa intestinal, penalizando o normal funcionamento do sistema digestivo.
Esta intolerância alimentar pode ser devida a alimentos como o peixe, o marisco, o leite e a laranja, entre outros, e temporária ou permanente. No caso das intolerâncias para a vida, o glúten, uma proteína insolúvel existente na maioria dos cereais que comemos – no trigo, centeio, cevada e, segundo alguns autores também na aveia; o milho e o arroz não contêm – é a condicionante dos doentes celíacos. Com efeito, o glúten constitui um factor de agressão do intestino, que fica com uma capacidade de absorção dos alimentos muito diminuída. Gradualmente, o organismo assinala a disfunção. No adulto a diarreia crónica é o principal sintoma, mas também pode ocorrer prisão de ventre, perda de peso, acompanhada de dores dos ossos e cãibras (devido à dificuldade de absorção de cálcio, magnésio e potássio), anemia (devido à carência de ferro por má absorção dos intestinos), inchaço das extremidades dos membros e alterações no ciclo menstrual, só para referir alguns.

Nas crianças também a diarreia é a manifestação mais frequente, associada a vómitos, estômago distendido, pele seca, aumento da irritabilidade, perda de peso e, até, atraso no desenvolvimento das crianças.

A intolerância tende a manifestar-se quando se introduz o glúten na dieta, o que acontece, regra geral, entre os quatro e os seis meses de idade, quando o bebé diversifica os alimentos passando a incluir as papas, as bolachas e eventualmente o pão. Entre os seis e os vinte e quatro meses a criança mostra sinais de irritação, a sua barriga fica inchada e as fezes são mais frequentes, moles e volumosas. É por isso que as papas com glúten são desaconselhadas antes dos seis meses de idade: para minimizar a reacção que este poderá causar, em caso de intolerância.
O diagnóstico parte de analises ao sangue e às fezes, de modo a confirmar a existência de má absorção dos alimentos e a pesquisar os anticorpos específicos da doença celíaca, seguindo-se uma biópsia ao intestino, para identificar as lesões na mucosa intestinal. Só então o médico recomendará a exclusão do glúten na dieta, de forma a não falsear os resultados dos exames realizados.

Actualmente não há solução para esta limitação, porque ainda não está identificada a origem da doença em termos concretos, apenas uma predisposição genética, embora se desconheça a forma de transmissão: existe a probabilidade da existência da doença em familiares de primeiro grau de um doente celíaco.

Absoluto rigor é necessário
O tratamento cinge-se a uma dieta sem glúten. Para sempre. Rigorosa, sem ilusões nem tentações. Uma dieta que exclui todos os alimentos que contêm trigo, cevada, aveia e centeio ou derivados. Sabemos que não é fácil, porque seja directa ou indirectamente, todas as famílias incluem nas suas refeições diárias, os cereais. E o glúten está, de facto, presente em inúmeros alimentos, tão habituais como o pão, bolos, bolachas, cereais de pequeno-almoço, massas, farinhas, alguns molhos, enchidos e queijos….

Daí que a ida às compras pode adquirir alguma complexidade, pois há que analisar os rótulos para identificar os produtos que não contenham a proteína responsável pela intolerância.

Pão – só de milho – e nada de chocolates, pizzas ou bolachas. Mas participar numa festa de anos não tem de ser um pesadelo, desde que organizadores do convívio procurem alternativas igualmente saborosas e saudáveis. Afinal, a única restrição alimentar dos doentes celíacos é não poderem ingerir alimentos com glúten.

Alimentos proibidos para um doente celíaco
A qualidade de vida de um doente celíaco depende, acima de tudo, da sua dieta. Eis alguns alimentos que contêm glúten:
1- Trigo, centeio, cevada e aveia e respectivos derivados
2- Pão, bolos, bolachas, doces de pastelaria, tostas e biscoitos
3- Cereais de pequeno-almoço com excepção daqueles que contenham milho ou arroz
4- Massas
5- Sopas de pacote, cubos de caldos, refeições pré-cozinhadas (nomeadamente batatas congelada pré-fritas
6- Chocolates, pudins, certos gelados e certos queijos

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